Fé nos leitores
Fé nos leitores
O futuro dos jornais depende de uma mudança de perspectiva diante da realidade e dos leitores
Desde fevereiro de 2004, Matías Molina é o diretor de Análise de Informações Internacionais de uma das maiores companhias de assessoria de comunicação do país, a CDN. A função foi criada para ele, em vista do background acumulado ao longo de sua trajetória profissional que, mesmo sem bússolas, permite-lhe vôos panorâmicos sobre o jornalismo internacional. Madrileno, Molina chegou ao Brasil aos 17 anos com a mãe, em 1955. Formou-se em História pela Universidade de São Paulo com o objetivo de construir "uma base para ser jornalista" e chegou a cursar algumas disciplinas do curso de comunicação na Cásper Libero, mas não o concluiu. "Desde os 14 anos, queria ser jornalista; nunca quis ser outra coisa", lembra-se. Trabalhou na Folha de S. Paulo como redator de internacional e editor de economia e, na Editora Abril, lançou a revista Exame. No entanto, foi na Gazeta Mercantil que passou grande parte de sua vida jornalística e onde consolidou sua reputação como um dos mais respeitados jornalistas econômicos brasileiros. Em 29 anos de casa, exerceu os cargos de editor-chefe, diretor editorial do grupo, editor de finanças e internacional e correspondente em Londres durante quatro anos e meio.
"Com Matías Molina (...) aprendemos que uma apuração nunca termina; em algum momento o jornalista pára e escreve, mas, se tivesse mais tempo, o resultado com certeza melhoraria com uma rechecagem de dados", escreveu Vera Brandimarte, diretora de redação do Valor Econômico, no prefácio do livro "Os Melhores Jornais do Mundo - Uma Visão da Imprensa Internacional", lançado no ano passado pela Editora Globo. Já trabalharam com Matías, além da diretora do Valor, Líllian Witte Fibe, Mirian Leitão, Célia de Gouvêa Franco e Celso Pinto, entre tantos outros.
Leia a entrevista completa na edição 235 de IMPRENSA






