pelo site The Intercept, de Glenn Greenwald, informam que regras secretas da entidade permitem aos agentes obter acesso às gravações de conversas de jornalistas, com autorização de dois superiores e sem
Crédito:Reprodução Norma secreta permite ao FBI fazer escutas telefônicas de jornalistas sem mandado
Segundo o portal, as chamadas “national security letters” ("cartas de segurança nacional”, em tradução livre), liberam escutas de conversas de jornalistas sem necessidade de aprovação de um ou de comunicar o veículo que seus repórteres são investigados. O documento mostra que a regra foi aprovada em 2013.
Anteriormente, quando os agentes do FBI decidiam investigar alguém por vazar informações aos inimigos o acesso às gravações tinha de ser aprovado pelo Ministério da Justiça. No entanto, com a nova regra, quando se trata de um jornalista suspeito de espionagem ou de colaborar com o serviço secreto de um outro país, o procedimento não exige a autorização de nenhum outro órgão.
Trevor Timm, diretor-executivo do Freedom of the Foundation Press, processou o Departamento de Justiça americano por aprovar essas regras.
O governo Obama foi alvo de críticas por mover um número recorde de processos de vazamento e por apontar jornalistas nesses processos.
Em 2013, vieram à tona registros de monitoramento de telefones da Associated Press e do repórter James Rosen, da Fox News. Em razão disso, o procurador-geral Eric Holder endureceu as regras para os promotores irem atrás de jornalistas.
As novas políticas de Holder enfatizavam que os repórteres não seriam processados por "atividades jornalísticas", e que o governo iria "buscar evidências do envolvimento do profissional ou dos meios de comunicação" como um "último recurso” para obter o registro telefônico dos repórteres. Assim, “o FBI não poderia rotular repórteres como co-conspiradores, a fim de tentar identificar as suas fontes - como tinha acontecido com Rosen.
Essa determinação tinha tornado mais difícil conseguir registros telefônicos de jornalistas sem notificar, primeiramente, a o veículo de imprensa. No entanto, a nova regra do FBI derruba essa medida.
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