Familiares e amigos pedem libertação de jornalista capturado por grupo radical

Petição foi enviada à Casa Branca.

Atualizado em 22/08/2014 às 13:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A tensão no Iraque ganhou força após o grupo radical Estado Islâmico (EI) divulgar o vídeo da morte do jornalista americano James Foley. Além dele, outro repórter dos EUA, Steven Joel Sotloff, aparece sob ameaça da facção.
Crédito:Reprodução EUA negociam resgate do jornalista Steven Joel Sotloff
Para tentar intervir na ação do grupo, os familiares e amigos do jornalista criaram uma e enviaram à Casa Branca pedindo que o presidente Barack Obama faça o possível para libertar Sotlof.
Em entrevista ao canal CNN, Emerson Lotzia, colega de faculdade de Sotloff, comentou a situação. "O problema é que ele era um jornalista freelancer de baixo reconhecimento. Sua família não queria vê-lo na mídia porque tinham medo de retaliação. Se algum amigo me perguntava sobre ele, eu dizia que não o tinha visto", contou.
Segundo ele, é a primeira vez que a família tem notícias sobre o repórter desde dezembro do ano passado. Ainda não está claro quando Sotloff e Foley foram levados para o cativeiro do grupo, explicou.
O jornalista frequentava a Universidade da Florida. O editor de seu jornal na instituição, Ashley Burns, elogiou o trabalho que Sotloff e sua coragem. "Ele escreve com uma paixão incrível sobre Benghazi e suas experiências na Síria e Turquia. Ao mesmo tempo mostra a situação das pessoas que conheceu nesses países", declarou.
Um negociador do FBI disse que a ameaça contra a vida do repórter está aberta a negociações de resgate, mas não acredita em "uma longa discussão." Para ele, o preço seria "bem mais de um milhão de dólares."