Familiares de PMs envolvidos no caso Barbon afirmam que eles são inocentes
Familiares de PMs envolvidos no caso Barbon afirmam que eles são inocentes
Familiares dos policiais acusados de participar da morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho afirmaram na última terça-feira (11) que eles são inocentes.
Desde a semana passada, os policiais militares Valnei Bertoni, César Ronceiro, o irmão dele, Edson Luiz Ronceiro e o capitão Adélcio Carlos Avelino estão detidos no presídio Romão Gomes, em São Paulo.
"Meu marido é inocente. Ele estava trabalhando do outro lado da cidade atendendo outra ocorrência", afirmou Iraildes Ronceiro, esposa de Edson. Segundo ela, o cunhado também não teve participação no crime: "ele estava junto com a esposa dele, a Elizabete, em casa jantando, então não tinha como ele cometer o crime".
A prisão preventiva dos policiais foi pedida pelo promotor Gaspar Pereira da Silva Júnior, do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), de Campinas, e decretada pela Justiça.
O promotor disse que os policiais temiam as denúncias feitas pelo jornalista, "que por isto foi morto". De acordo com a investigação feita pela polícia, Barbon foi assassinado por dois homens encapuzados. Um deles dirigia a moto; o outro desceu e efetuou dois tiros à queima-roupa. Todos seriam policiais. Silva Júnior afirmou que "o capitão tramou a ação e os outros seguiram as ordens dele".
Kátia Camargo, esposa de Barbon, declarou não saber se as denúncias de seu marido "compensaram": "Ele gostava do que fazia, mas pagou um preço muito caro por todas as denúncias. Hoje, eu e meus filhos estamos sozinhos e sofrendo".
Luiz Carlos Barbon Filho era conhecido em Porto Ferreira por fazer denúncias contra políticos locais e ganhou fama nacional depois que divulgou o envolvimento de vereadores em casos de exploração sexual de adolescentes.
Seis vereadores, três empresários e um funcionário público acusados de organizar festas em Porto Ferreira com a presença de adolescentes e crianças foram condenados por corrupção de menores, formação de quadrilha, favorecimento à prostituição e estupro.
Com a reportagem "Corrupção de menores", publicada no Jornal Realidade , de Porto Ferreira, Barbon foi um dos três finalistas do prêmio Esso de Jornalismo em 2003, na categoria Especial Interior.
Com informações do site EPTV.com
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