Família homenageia jornalista executado; grupos muçulmanos condenam ataque do EI
Sotloff era um jornalista freelancer de diversas publicações, como a revista Time
Atualizado em 04/09/2014 às 12:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A família do jornalista americano Steve Sotloff, decapitado por jihadistas do Estado Islâmico (EI), divulgou comunicado na última quarta-feira (3/9) em homenagem ao repórter e diz que não se tornará refém do medo.
Crédito:Reprodução/Facebook Família do jornalista diz que será refém do medo
De acordo com a AFP, o texto, lido pelo advogado da família Barak Barfi à imprensa, ressalta que Sotloff não era um "herói", mas uma pessoa "tentando encontrar o bem escondido neste mundo obscuro".
"Ele desejava ter uma vida tranquila, em que pudesse curtir os jogos de futebol americano do Miami Dolphins aos domingos e ter um trabalho comum, que garantisse uma vida de classe média", relata a família. Mas "ele não podia dar as costas ao sofrimento" e "o mundo árabe o envolveu". "Os inimigos não vão nos fazer reféns da única arma que têm: o medo", acrescenta.
Na última terça-feira (2/9), um novo vídeo divulgado pela organização extremista Estado Islâmico mostra a execução de Sotloff. Nas imagens, ele aparece de joelhos, vestindo um capuz ao seu lado, em pose semelhante à da execução de James Foley.
e os sites Foreign Policy, Christian Science Monitor e World Affairs Journal. Ele já trabalhou em outras zonas de risco como Egito e Líbia e se dedicava em retratar o "lado humano" dos conflitos ao escrever sobre os milhares de refugiados na Síria que lutavam contra a falta de comida ou abrigo.
Grupos muçulmanos condenam execução Instituições muçulmanas condenaram o assassinato do jornalista americano após a promessa do presidente Barack Obama de formar uma coalização para "destruir o Estado Islâmico". "Trata-se obviamente de um ato criminoso que condenamos com veemência", disse Maha Akeel, da Organização da Conferência Islâmica, da Arábia Saudita.
A entidade organiza uma conferência com ministros em 57 países para discutir maneiras de frear a ação do EI. "Eles alegam agir em nome do Islã, mas o que fazem não tem nada a ver com o Islã. Não podemos classificá-los como um grupo islâmico, e sim como um grupo criminoso", acrescentou.
Já o integrante da Al-Ahzar, principal autoridade islâmica do Egito, xeque Mahmoud Ashour, disse que o assassinato do repórter foi um crime contra a humanidade e que "nenhuma religião apoia a morte de humanos".
O Conselho de Relações Islâmicas e Americanas (CAIR, na sigla em inglês), também condenou o ato. "Palavras não podem descrever o horror, a repulsa e o lamento que os muçulmanos nos Estados Unidos e em todo o mundo sentem pelo terror desprovido de consciência e avesso aos ensinamentos do Islã perpetrado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. As ações criminosas do grupo são contrárias à fé islâmica", escreveu em comunicado.
Crédito:Reprodução/Facebook Família do jornalista diz que será refém do medo
De acordo com a AFP, o texto, lido pelo advogado da família Barak Barfi à imprensa, ressalta que Sotloff não era um "herói", mas uma pessoa "tentando encontrar o bem escondido neste mundo obscuro".
"Ele desejava ter uma vida tranquila, em que pudesse curtir os jogos de futebol americano do Miami Dolphins aos domingos e ter um trabalho comum, que garantisse uma vida de classe média", relata a família. Mas "ele não podia dar as costas ao sofrimento" e "o mundo árabe o envolveu". "Os inimigos não vão nos fazer reféns da única arma que têm: o medo", acrescenta.
Na última terça-feira (2/9), um novo vídeo divulgado pela organização extremista Estado Islâmico mostra a execução de Sotloff. Nas imagens, ele aparece de joelhos, vestindo um capuz ao seu lado, em pose semelhante à da execução de James Foley.
e os sites Foreign Policy, Christian Science Monitor e World Affairs Journal. Ele já trabalhou em outras zonas de risco como Egito e Líbia e se dedicava em retratar o "lado humano" dos conflitos ao escrever sobre os milhares de refugiados na Síria que lutavam contra a falta de comida ou abrigo.
Grupos muçulmanos condenam execução Instituições muçulmanas condenaram o assassinato do jornalista americano após a promessa do presidente Barack Obama de formar uma coalização para "destruir o Estado Islâmico". "Trata-se obviamente de um ato criminoso que condenamos com veemência", disse Maha Akeel, da Organização da Conferência Islâmica, da Arábia Saudita.
A entidade organiza uma conferência com ministros em 57 países para discutir maneiras de frear a ação do EI. "Eles alegam agir em nome do Islã, mas o que fazem não tem nada a ver com o Islã. Não podemos classificá-los como um grupo islâmico, e sim como um grupo criminoso", acrescentou.
Já o integrante da Al-Ahzar, principal autoridade islâmica do Egito, xeque Mahmoud Ashour, disse que o assassinato do repórter foi um crime contra a humanidade e que "nenhuma religião apoia a morte de humanos".
O Conselho de Relações Islâmicas e Americanas (CAIR, na sigla em inglês), também condenou o ato. "Palavras não podem descrever o horror, a repulsa e o lamento que os muçulmanos nos Estados Unidos e em todo o mundo sentem pelo terror desprovido de consciência e avesso aos ensinamentos do Islã perpetrado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. As ações criminosas do grupo são contrárias à fé islâmica", escreveu em comunicado.





