Família envia notificação extrajudicial para tentar suspender estreia de "Chatô"
Uma notificação extrajudicial enviada na manhã desta quinta-feira (19/11) pelos netos de Assis Chateaubriand ao Cinemark pede a suspensão daestreia pública do filme " – o Rei do Brasil", produzido pelo ator Guilherme Fontes.
Atualizado em 19/11/2015 às 14:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Netos de Chatô tentaram embargar estreia do filme
De acordo com o Estadão , o documento enviado pelos familiares alega que o filme acusa Chatô de ter matado o presidente da República e de ter seduzido e estuprado uma menor de idade. Em sua página no Facebook, Fontes anunciou o processo: "Corram!!!! Corrammmmm!!! Comprem seus ingressos antes que seja tarde!!!!!! Querem censurar meu filme!!!".
Procurado, o autor da biografia que inspirou o filme, Fernando Morais, refutou qualquer referência no longa-metragem sobre as questões apresentadas pelos familiares. "Notícia muito grave. Peço a todos que compartilhem para denunciar uma violência. No filme (e no livro) Chatô não mata ninguém. É possível que eles [netos] estejam se referindo não à morte, mas à castração do industrial Oscar Flues – esta, sim, real e realizada por ordem de Chatô. Fato, aliás, fartamente noticiado pela imprensa da época (como se pode ver pelos recortes anexos). Quanto à 'menor', Chatô não seduziu nem estuprou. Ele, aos 42 anos, casou-se com a garota, que tinha então 16 anos", escreveu.
Morais ainda criticou uma tentativa de censura por parte da família de Chatô. "Os herdeiros de Chatô talvez não saibam, mas a ditadura acabou há trinta anos. E, com ela, felizmente, a censura".





