Família de jornalista argentino morto durante a Copa do Mundo faz campanha por Justiça

Familiares do profissional de imprensa lançaram campanha com a participação de diversos atletas para denunciar o caso perante a Justiça.

Atualizado em 04/11/2014 às 19:11, por Redação Portal IMPRENSA.

A família do jornalista argentino Jorge López está encabeçando uma campanha que contou com a participação de diversos jogadores e ex-atletas, como Diego Maradona, o técnico Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e o atacante Di María, do Manchester United. A ideia da iniciativa é pedir a apuração sobre a morte do profissional durante a Copa do Mundo do Brasil. Ele faleceu em um acidente em Guarulhos (SP). Cada participante da ação divulgava nas redes sociais a oração: #justiciaparatopo.
Crédito:Reprodução/Twitter Maradona foi um dos argentinos a aderir à campanha
A frase “Justiça para Todo” circulou na internet e foi compartilhada por atletas de outros países, como o brasileiro Robinho, que tirou foto com um cartaz com a inscrição. O ato é organizado pela também jornalista Verónica Brunati, que espera ver as autoridades solucionarem dúvidas que ainda estão levantadas diante da morte de seu noivo Jorge López, segundo o portal GloboEsporte.com.
Na ocasião, o táxi em que ele estava foi atingido por um veículo pilotado por bandidos que tentavam fugir da polícia. Repórter do jornal espanhol Marca, em Madri, Verónica acusa a polícia brasileira de mentir sobre alguns detalhes do caso, como a data do acidente, e afirma, ainda, que não recebeu o apoio de nenhuma autoridade do país, da Fifa ou do Comitê Organizador Local da Copa (COL).
Conforme descreve, as armas dos ladrões foram colocadas dentro da mochila do jornalista, sendo que isso só foi possível descobrir após buscarem os seus pertences na delegacia. “Destruíram minha família. Nós viajamos para o Mundial com meus filhos Agustín, de 5 anos, e Lucia, de 3. Sonhávamos fazer uma grande Copa, crescer profissionalmente e casar no final do ano. E voltei com meus filhos e seu pai em um caixão. Meu filho completou 5 anos no dia do acidente”, declarou.
O jornalista Jorge López tinha 38 anos e estava de passagem pelo Brasil para fazer a cobertura do Mundial para três veículos diferentes, para a rádio La Red e para os jornais Olé e Sport. A sua esposa, Verónica, alega que o marido morreu na madrugada do dia 9 de julho. No entanto, na certidão de óbito do argentino, consta o dia 8 de julho. “Enquanto a Argentina disputava os pênaltis com a Holanda, tive que contar para ele que seu pai havia morrido. Foi espantoso”, disse.
“Todos sabiam que seu papai estava morto, menos eles. Até hoje meus filhos me perguntam chorando por que mataram seu papai, por que ficaram sem seu papai. O Mundial é uma lembrança horrível e dolorosa para nós todos”, acrescentou.

Apesar das críticas à investigação, dois dos três assaltantes que provocaram o acidente estão presos, mas um está solto por ser menor de idade. A Fifa, o COL, e a Secretaria de Segurança Pública não se manifestaram até o presente momento.