Família de jornalista americana morta na Síria decide processar governo por ataque

A família da jornalista americana Marie Colvin decidiu processar o governo sírio pela morte dela, em 22 de fevereiro de 2012, na cidade de Homs.

Atualizado em 11/07/2016 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

decidiu processar o governo sírio pela morte dela, em 22 de fevereiro de 2012, na cidade de Homs. A correspondente do jornal britânico Sunday Times foi vítima do bombardeio a um apartamento que operava como centro de imprensa.
Crédito:Reprodução Família diz que ataque à jornalista foi premeditado
De acordo com a Reuters, a ação foi aberta no último sábado (9/7), em Washington (EUA). A família argumenta que o ataque foi premeditado pelo fato de o local abrigar repórteres que cobriam a guerra civil no país. Além de Marie, o fotógrafo francês Remi Ochlik também foi morto.
"Isto é sobre continuar o trabalho de Marie", ressaltou a irmã dela, Cathleen Colvin, autora do processo. "Nós estamos buscando a verdade e a justiça não apenas para ela, mas para milhares de sírios inocentes torturados e mortos sob a ditadura de Assad", acrescentou.
A jornalista acumulava 30 anos de carreira. Nos últimos tempos, dedicava-se a acompanhar alguns dos conflitos mais sangrentos. Ela cobriu a Primavera Árabe na Tunísia, no Egito e na Líbia. Em 2001, Marie perdeu um olho durante uma cobertura no Sri Lanka.