Família de correspondente do "Washington Post" detido no Irã pede sua libertação

A família do correspondente do Washington Post Jason Rezaian, detido no Irã por suspeita de espionagem, disse que o acordo nuclear do Teerã e potenciais internacionais não mudou a detenção cruel e ilegal do repórter e insistiu pela sua libertação.

Atualizado em 15/07/2015 às 11:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Washington Post, , detido no Irã por suspeita de espionagem, disse que o acordo nuclear do Teerã e potenciais internacionais não mudou a detenção cruel e ilegal do repórter e insistiu pela sua libertação.
Crédito:Reprodução Família acredita que jornalista tem sido usado no jogo político entre Irã e EUA
"Esperamos que depois do acordo atualmente em vigor, os tribunais concluam o processo rapidamente e afirmem a inocência de Jason para que possamos traze-lo para casa e para reunir nossa família novamente", disse o irmão do jornalista, Ali Rezaian, à EFE.
O acordo fechado em Viena torna quase impossível a construção de uma bomba atômica pelo Teerã. Ele prevê a suspensão, progressiva e reversível, a partir do primeiro semestre de 2016, das sanções internacionais que há vários anos atingem a economia iraniana.
O Washington Post considera que o jornalista, que se expõe a entre 10 e 20 anos de prisão, é "um peão das lutas" internas do regime iraniano, que está imerso nas negociações de um acordo nuclear histórico com as grandes potências.

Na última terça (14/7), ocorreu a terceira audiência do julgamento de Rezaian. A advogada dele, Leila Ashan, não pôde falar com a imprensa sobre o caso, mas a família afirmou que ele foi bem aberto durante o interrogatório com autoridades iranianas.