Falha tentativa de libertação de jornalista norte-americano sequestrado pela al-Qaeda

Uma equipe de resgate da tropa norte-americana de operações especiais invadiu o cativeiro onde estaria o repórter, porém, não o encontraram.

Atualizado em 27/11/2014 às 17:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma equipe de resgate da tropa norte-americana de operações especiais invadiu um cativeiro mantido por militantes do grupo terrorista al-Qaeda para tentar libertar um jornalista refém no Iêmen. A falha na estratégia dos militares foi revelada através de uma reportagem do jornal New York Times , que conta ele foi procurado em uma invasão realizada na última segunda-feira (24/11).
Crédito:Divulgação Ação de soldados da força especial da marinha falhou na ação para libertar jornalista refém da al-Qaeda
Segundo USA Today , o ataque foi realizado antes do amanhecer numa caverna de uma montanha da região. No local, os agentes encontraram seis reféns iemenitas, um saudita e um etíope. Porém, o repórter não estava entre eles. Há um mês, a principal força de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos, chamada de Seal, treinou diversas tropas para lutarem contra o terrorismo.
Eles foram ao leste do país num helicóptero e deixados na caverna em questão para libertar os reféns. A matéria do jornal diz que as informações sobre o profissional de imprensa, cujo nome ainda não foi revelado, apareceu em relatórios divulgados pela administração do governo Obama por conta da preocupação de americanos na segurança de reféns durante operações de resgate.
O diário revelou, ainda, que os militares acreditam que outros cinco reféns, incluindo o jornalista, um britânico e um sul-africano, foram transferidos do cativeiro dois dias antes do ataque. Procurados para comentar o episódio, o Conselho Nacional de Segurança e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos se recusaram a comentar as informações publicadas pelo New York Times .
A operação foi realizada a pedido do atual presidente do Iêmen, Abdu Rabbu Mansour Hadi, e foi, ao “menos em parte, uma tentativa de reforçar a posição do líder, comprometido como aliado dos EUA. Mas, ele está balançando (no cargo) desde que sua autoridade foi prejudicada quando, de repente, um grupo rebelde tomou o controle da capital em setembro”, afirma o Times .