Falha no WhatsApp expõe dados de jornalistas e ativistas

Pelo menos 100 jornalistas, ativistas de direitos humanos e dissidentes políticos tiveram seus celulares atacados por spywares que exploraram uma vulnerabilidade no WhatsApp, que permitia a instalação de um software de espionagem.

Atualizado em 30/10/2019 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:FT Ao infectar o aparelho por meio de uma chamada de voz, o vírus é capaz de acessar informações sensíveis e executar ações, como ativar remotamente a câmera e o microfone. O Facebook, dono do WhatsApp, acusou o NSO Group, uma empresa israelense que fabrica cyber warfare (softwares de guerra cibernética), de ser a responsável pelo vírus infiltrado, chamado Pegasus.
As vítimas foram contatadas pelo WhatsApp na terça-feira (29/10).
Em nota ao Financial Times, o WhatsApp informou que passou seis meses investigando a violação, descobrindo que os invasores usaram seu serviço para atingir cerca de 1.400 telefones em um período de duas semanas. Em maio, ele pediu a seus 1,5 bilhão de usuários atualizarem seus aplicativos, a fim de fechar a brecha.
O WhatsApp disse que vai entrar com um processo em um tribunal dos EUA contra a empresa responsável contra o programa invasor.