Falando Sério!
uma pauta que ainda não virou notícia neste fim de ano foi a dos acidentes e as vítimas não fatais que os feriados deixam. Para isso, deve-s
Atualizado em 01/01/2016 às 01:01, por
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Artigo vencedor do Foca na IMPRENSA (Janeiro/2016), por Anderson Soares Ribeiro (URCAMP)
Seria muito fácil analisar o ano que está terminando. Seria agradável escrever sobre coisas boas que aconteceram no país, embora não sejam muitas. Se tratarmos de temas policiais, encheríamos várias laudas. O ideal seria se tudo fosse um mar de rosas. Que toda criança estivesse na escola. Que ao crescer pudesse estudar em universidade. Que as filas para atendimento da saúde não existissem. Que não vivêssemos com a falta de segurança. Que os recursos advindos dos impostos que pagamos fossem bem aplicado.Infelizmente nada disso aconteceu em 2015. Porém, e enfatizar a importância de ser um doador de órgãos, pois vidas podem ser salvas, famílias reestruturadas e sorrisos apreciados. O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não precisa deixar documento registrado com a sua vontade, basta que a família se comprometa em autorizar a doação após a morte cerebral do individuo. Podem ser doadas córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea e pele.
O Dia Nacional de Doação de Órgãos é comemorado em 27 de setembro. O Brasil conta com o maior sistema público de transplantes do mundo: 95% das cirurgias são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece assistência integral ao paciente transplantado. Os doadores efetivos no país aumentaram 90% nos últimos cinco anos e o número de transplantes de órgãos sólidos cresceu 81% nos últimos 10 anos, dados do Ministério da Saúde. Porém, a escassez de tecidos nos bancos brasileiros é vergonhosa. Um exemplo disso é que, após a tragédia ocorrida em Santa Maria/RS, em janeiro de 2013, que vitimou 242 jovens e deixou mais de 600 feridos, o governo federal precisou pedir ajuda pra as centrais de transplantes nacionais de toda a América Latina.
Assim como fígado, rim, coração e córneas, a pele doada também deve ser retirada de pessoas com quadro de morte encefálica. Todo o tipo de doação de órgão ainda é tabu para muita gente, mas a pele é o material que menos chega aos bancos brasileiros. Mas ao contrário do que as pessoas imaginam, apenas uma fina camada do tecido é retirado do doador cadáver, ficando praticamente imperceptível aos olhos, durante rituais como o velório, por exemplo. Mas, para tratar esse tema, ainda precisam ser superados os preconceitos. Doação de órgãos revela-se um dos maiores e mais úteis atos de solidariedade entre seres humanos.






