Facebook recusa remover página em homenagem a atirador

Facebook recusa remover página em homenagem a atirador

Atualizado em 15/07/2010 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A rede social Facebook recusou na última quarta-feira (14) tomar uma atitude contra os usuários que estavam prestando tributos a Raoul Moat, atirador que se matou na Inglaterra, no último sábado (10), após uma perseguição policial que durou mais de uma semana. Antes, ele tinha atirado em três pessoas e matado um homem.

A polêmica teve início quando o parlamentar conservador Chris Heaton-Harris pediu ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para pressionar o site a remover a página de discussão intitulada "RIP Raoul Moat You Legend" ("Descanse em Paz Raoul Moat, Lenda", em tradução livre), segundo a Reuters. Mais de 31.500 membros aderiram à página.

Em resposta ao parlamentar, Cameron respondeu: "É absolutamente claro que Raoul Moat era um assassino insensível, fim da história, e não posso entender nenhuma onda, por menor que seja, de simpatia pública por esse homem".

"Deveria haver simpatia pelas vítimas dele e pela devastação que causou naquela comunidade. Não deveria haver nenhuma simpatia por ele", disse o premiê britânico. Mais tarde, o porta-voz de Cameron disse que um representante do governo iria transmitir essa opinião ao Facebook.

A rede social disse, por meio de um comunicado, que não havia motivo para proibir que as pessoas discutam sobre o assassino, desde que elas não violem as regras de serviço do website.

"O Facebook é um lugar onde as pessoas podem expressar seus pontos de vista e discutir coisas de uma forma aberta, como elas podem e fazem em muitos outros lugares, e como tal às vezes encontramos as pessoas discutindo assuntos que outras podem considerar de mau gosto; porém, isso não é um motivo para proibir que um debate aconteça", disse a rede.

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