Fábio Santos deixa a direção do Destak e fala sobre o futuro dos jornais gratuitos

O jornalista Fábio Santos assumiu a direção do jornal Destak no ano de 2006. À época, ele tinha a missão de transformar o modelo, até então bem estabelecido em outras metrópoles mundiais, na capital paulista.

Atualizado em 17/10/2011 às 11:10, por Luiz Gustavo Pacete.

E conseguiu. Cinco anos depois, Santos deixa a direção do jornal no momento em que o título alcança importantes cidades brasileiras, como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Campinas.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, ele aponta que vê a saída como missão cumprida e o fim de um ciclo profissional. Santos ressalta as condições de sucesso do jornal e fala em "boas perspectivas" de crescimento para o modelo. IMPRENSA - Qual foi sua principal missão ao assumir o Destak no Brasil? Fábio Santos - A marca já existia em Portugal. Minha missão foi criar o jornal em São Paulo, mas considerando as particularidades locais e adaptando o título à realidade da metrópole brasileira.
IMPRENSA - Com quais adaptações você teve de lidar? Santos - Fundamentalmente em São Paulo, o jornal precisava ser mais quente e menos popular, diferente do perfil que ele tinha em Portugal. Aqui, deveríamos mirar as classes A e B. Para isso, tiramos algumas coisas como fofoca.
IMPRENSA - Quais eram suas expectativas iniciais? Santos - Levar para outras cidades o modelo gratuito. Automaticamente, ele exige a expansão para outras cidades, mas desde que você crie uma infraestrutura que alcance um determinado faturamento. Para ir até outra cidade, por exemplo, você não precisa montar uma nova redação; conta com o conteúdo geral produzido em São Paulo e com uma produção menor falando do regional.

IMPRENSA - De que forma você deixa a direção do jornal? Santos - Eu saio satisfeito porque criei um jornal do zero e dei uma cara a esse jornal. Montei uma equipe que produz com eficiência e qualidade. Mostrei ao mercado que era possível ter um produto gratuito de qualidade e ainda vejo muito espaço para crescer no Brasil, principalmente nas cidades em que o concorrente Metro está sozinho.

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