"Extrema-direita quer o usar o ataque para seus interesses", diz redator da "Charlie Hebdo"

O jornalista Gérard Biard, redator-chefe do jornal francês Charlie Hebdo, rejeitou na última terça-feira (5/5) o pedido de ativistas de extrema-direita para explorar e investigar o ataque à redação do jornal, ocorrido em janeiro deste ano e que causou a morte de 12 pessoas.

Atualizado em 06/05/2015 às 17:05, por Redação Portal IMPRENSA.

do jornal francês , rejeitou na última terça-feira (5/5) o pedido de ativistas de extrema-direita para explorar e investigar o ataque à redação do jornal, ocorrido em janeiro deste ano e que causou a morte de 12 pessoas.

Crédito:Reprodução Gérard Biard critica uso de ataque à revista pela extrema-direita francesa
De acordo com o The New York Times , Biard ressaltou que o grande interesse da direita francesa é usar o ataque para seu próprio interesse. Ele também aproveitou para criticar Marine Le Pen, líder da Frente Nacional da França, partido de extrema-direita e que tem usado o ataque ao veículo em seus discursos políticos.

"Seu objetivo é ser eleita em dois anos, para se tornar presidente. Ela está fazendo o que cada líder político faz e tenta transformar este evento em algo vantajoso para sua campanha eleitoral", disse.

O jornalista ainda aproveitou para diferenciar os atos da Charlie Hebdo e os de Marine. "Ela [Marine] não é credível sobre essa questão por ser de extrema-direita. Quando ela ataca o Islã, ela na verdade ataca todo o povo árabe. Nós não zombamos pessoas, e sim instituições e ideias".

Biard também negou qualquer ligação entre os ataques à Charlie Hebdo e a uma exposição islâmica organizada pela blogueira Pamela Geller no último domingo (3/5), no Texas. "Não temos nada a ver com o trabalho de Pamela Geller", finalizou.