Extradição de Assange representa ameaça para jornalistas de todo o mundo, diz RSF

A ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF) está fazendo uma petição contra a extradição de Julian Assange para os EUA, onde ele poderá ser condenado a mais de 175 anos de prisão por acusações que incluem conspiração por se infiltrar em sistemas de informação governamentais.

Atualizado em 17/02/2020 às 12:02, por Redação Portal IMPRENSA.


A RSF alerta que o governo Trump quer usar o Ato de Espionagem no processo contra Assange. "Isso representa um perigoso precedente para todos os jornalistas que publicam informações restritas de interesse público", diz o texto da petição.
Os documentos divulgados pelo WikiLeaks, site de vazamentos do qual Assange foi responsável, revelaram a forma como os EUA conduziram as guerras no Afeganistão e no Iraque. Uma corte inglesa vai decidir se Assange deve ser extraditado no dia 24 de fevereiro. Atualmente ele está preso em Londres, depois de ter passado 7 anos recluso na embaixada do Equador.
Os crimes do qual Assange é acusado remontam a período anterior a 2010, quando o WikiLeaks transmitiu documentos para veículos de imprensa como Le Monde, The Guardian e New York Times. "A publicação desse material pela imprensa serviu ao interesse público e não foi um ato de espionagem", diz a petição da RSF.
Entre as revelações dos documentos, destaque para a de que o repórter da Reuters Namir Noor-Eldeen e seu motorista Saeed Chmagh foram mortos em Bagdá, em 12 de julho de 2007, por tiros disparados de um helicóptero americano.
Para assinar a petição em defesa de Assange, basta acessar rsf.org/en/free-assange