"Extra" escreve "textão" para leitores que não viram crime em estupro coletivo no RJ

Nesta quarta-feira (1º/6), o jornal Extra, primeiro veículo a denunciar o caso do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Morro do Barão, no Rio de Janeiro (RJ), publicou uma carta aos leitores que "não viram um estupro no estupro".

Atualizado em 01/06/2016 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

, primeiro veículo a denunciar o caso do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Morro do Barão, no Rio de Janeiro (RJ), publicou uma carta aos leitores que "não viram um estupro no estupro".
Crédito:Reprodução Veículo explica aos leitores porque tratou caso de estupro como crime
No texto, o diário diz que, desde a primeira nota publicada em 25 de maio, tratou o caso como estupro, mas que tanto a notícia quanto a abordagem do Extra geraram polêmica, fazendo com que "milhares de leitores criticaram o jornal nas redes sociais porque não acreditam que a jovem tenha sido vítima de violência".
Extra afirma que muitos leitores dizem que a notícia está distorcida, uma vez que a vítima "sim, teria sido a única responsável pelo que aconteceu".
Para esclarecer as acusações, o veículo reuniu os oito tópicos mais comentados — "Não houve estupro", "Ela também não é santa. Teve o que procurou", "Foi orgia, suruba, e não estupro", "Ela não presta, teve filho aos 13 anos", "E ela não vai responder por associação ao tráfico?", "Os áudios mostram que ela é bandida", "Ela só denunciou porque o vídeo se espalhou na net" e "Ela voltou ao lugar do crime...Logo não está abalada" — e compartilhou seus argumentos. E ainda avisou: "Senta, que lá vem textão".
A cada tópico o Extra foi destrinchando as críticas e explicando o posicionamento frente à notícia, garantindo que não comprou a versão da vítima, mas se apoiou em fatos e em apuração, mostrando que independentemente da opinião dos leitores, houve realmente um estupro. Confira o texto na .