Exposição na Biblioteca Nacional disponibiliza obras raras e "proibidas"

Exposição na Biblioteca Nacional disponibiliza obras raras e "proibidas"

Atualizado em 01/08/2008 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, possui um acervo de obras fora do alcance do público, que, por questões políticas ou morais, foram alvo de censura do governo e consideradas "malditas". Baseada nesse conceito, a chefe da Divisão de Obras Raras, Ana Virgínia Pinheiro, promove na própria biblioteca uma exibição com 21 obras que estarão, enfim, disponíveis para os leitores.

Desses arquivos, saíram folhetos e livros em português e em línguas estrangeiras, do século 16 ao 20, e que compõem a exposição "Obras Raras e Homoerotismo - Tesouros Bibliográficos Sobre o Prazer Entre Iguais", aberta ao público até o dia 22 de agosto.

Ao longo dos anos, elas foram escondidas na seção "secreta" pelos bibliotecários, que, dessa forma, as protegeram da destruição. Um dos destaques da mostra é o livro Mein Kampf (Minha Luta), escrito por Adolf Hitler em 1923, e alguns livros sobre comunismo. "São obras que, a princípio, não deveriam estar na seção de 'Obras Raras'. O fato de estarem lá revela que a biblioteconomia trabalha com isenção e preza a salvaguarda da memória", diz Ana Virgínia, que já recebeu de visitantes-pesquisadores dicas de outros livros com questões afins.

Outros livros destacam questões sexuais e homossexuais, todas proibídas na época em que foram escritas. Isso justifica o ínicio da exposição, no dia 28 de junho, Dia do Orgulho Gay e da Consciência Homossexual.

Com informações do Estado de S. Paulo

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