"Experiência e relato"
"Experiência e relato"
Atualizado em 08/03/2011 às 18:03, por
Ana Ignácio/Da Redação.
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A Festa de Literatura Internacional de Paraty (Flip) já está com data marcada. Entre os dias 6 e 10 de julho, a cidade fluminense recebe escritores nacionais e internacionais. Já confirmaram presença os argentinos Andrés Neuman e Pola Olaixarac, o angolano Valter Hugo Mãe, o jornalista estadunidense David Remnick, editor da revista New Yorker , o quadrinista Joe Sacco, autor das reportagens em HQ "Palestina" e "Notas sobre Gaza", o escritor e roteirista estadunidense James Ellroy, entre outros. O homenageado desse ano, é o escritor Oswald de Andrade.
IMPRENSA conversou com o novo curador de festa, o jornalista e critico literário Manuel da Costa Pinto. Alguns trechos dessa conversa podem ser conferidos na edição de março da revista (ed. 265, pág. 14). Criador e ex-editor da revista Cult , Costa Pinto é colunista da revista "Sãopaulo", editor do "Guia da Folha Livros, Discos, Filmes" e dos programas "Entrelinhas" e "Letra Livre" da TV Cultura.
Veja a seguir trechos da entrevista que não foram publicadas na edição impressa da revista.
IMPRENSA - Como você tem conciliado as atividades jornalísticas com a curadoria da Flip? Manuel da Costa Pinto - Com relação à TV Cultura não há muito conflito de interesses. No "Letra Livre" trabalho com autores brasileiros que estão aqui, mas como programa de literatura não tem muita competição na TV aberta, não tem problema de pairar suspeita de que o programa está sendo privilegiado simplesmente porque não existem outros programas de literatura na TV aberta. O "Entrelinhas", que é uma revista literária, fazemos matérias e cobrimos a Flip. Mas, para não haver uma contaminação eu não participo da cobertura da Flip pelo programa.
Porém, no caso da Folha é diferente. Para a revista "Sãopaulo" o combinado é que se eu falar de algum autor vai ser morto. Conflito resolvido [risos]. Mas no caso do "Guia..." e do jornal podem acontecer duas coisas. Primeiro que eu sendo ligado a Folha , pode parecer para outros jornais que estou privilegiando a Folha . Então tem que tomar um cuidado enorme na hora de divulgar as informações sobre a Flip para que todas as informações cheguem simultaneamente para todos os veículos, os jornais, as revistas. Em relação ao "Guia da Folha", entretanto, houve uma discussão interna no jornal, porque como o "Guia" divulga muito aquilo que está sendo publicado e lançado, fatalmente as editoras lançam os livros de autores que vão estar na Flip ao longo desse semestre. Se eu der uma capa com um autor que vai estar na Flip, vão falar que o curador da Flip está usando o "Guia" que ele edita na Folha para promover um autor que vai estar na Flip então pode gerar uma leitura equivocada. A gente entrou em comum acordo, combinou que eu iria me afastar e eu escrevi um editorial na edição de novembro comunicando o leitor da Folha meu afastamento, espero que temporário porque gostaria de voltar pra lá, é um dos trabalhos que eu mais gosto de fazer.
IMPRENSA - Vai haver algum tipo de mudança de estrutura na Flip? Costa Pinto - Não. Talvez uma pequena mudança de ênfase ao tentar não fazer uma coisa tão compartimentada entre a Flip e a Flipinha. Queremos que autores de uma possam participar da outra porque não tem sentido pensar em literatura infantil como algo separada. Eu não tenho filho, deixei de ser criança há muitas décadas, mas vivo lendo livro de literatura infantil porque é literatura. Então não tem porque ficar separado e não ficar no espaço principal. Queremos quebrar um pouco isso.
IMPRENSA - Como você vê a presença e a relação do jornalismo na literatura e vice-versa? Costa Pinto - Uma coisa é literatura na imprensa que é a questão da crítica literária. E isso francamente é o aspecto mais preocupante em relação a literatura e jornalismo. O Brasil sempre teve uma tradição com presença forte de críticos literários em páginas de jornal e isso tem ocorrido cada vez menos.Identificam no leitor alguém que quer informações muito mais simplificadas e, de fato, o diagnostico não está errado. O leitor quer informações ágeis e instantâneas e pior, com juízos de valor. Eles querem um texto curto e com um veredicto. Os jornais têm avaliação dos produtos em "bom", "regular" e acho isso taxativo demais. Tira qualquer sutileza. Mas o leitor quer isso. Mas ao identificar isso como uma tendência geral do leitor e impor como modelo de jornalismo, você acaba perdendo a porcentagem do leitor que é mais exigente. O espaço diminuiu muito e com isso perdeu-se uma tradição do Brasil em crítica literária nos jornais. Durante vários anos na Folha, tinha um espaço chamado Rodapé Literário e na reforma da Folha esse espaço caiu, o que é sintomático. IMPRENSA - Como avalia as revistas especializadas? Costa Pinto - Tem a Cult , ela era só de literatura e a partir de 2002 se amplificou e tem a Entrelivros que foi incrivelmente bem editada, bem feita e desapareceu por razões outras, talvez administrativa e de estrutura. Mas especializadas não sobrevivem. A Cult teve que se diversificar. A Entrelivros tem na internet, mas é difícil...Na internet ainda não tem veículos com a mesma autoridade que impressos. A internet você faz o que você quiser, não tem muito termômetro. A internet é um pouco uma selva. Todo mundo pode sobreviver mesmo em um nicho muito restrito. Na internet você pode fazer algo ultra-sofisticado intelectual e não ter nenhum leitor, ou ter 500 mil leitores fazendo uma porcaria. E as duas coisas vingam e sobrevivem porque não tem custo. Eu não gosto muito, não acompanho. Não sinto segurança naquilo que vejo na internet a não seja uma interface de jornais e grandes veículos de comunicação. Agora, site, blogs que tem por aí, muito poucos me dou o trabalho de ler. É o espaço, muitas vezes, da expressão de quem não quer se submeter ao crivo do outro, a mediação, a avaliação do outro. É um espaço dos ressentimentos, da opinião irresponsável. Acho que muitas vezes é isso.
IMPRENSA - E a questão do jornalismo literário? Costa Pinto - Acho que a questão do jornalismo literário está muito ligado a uma ideia, ao meu ver bastante questionável, se não equivocada, de que a realidade e aquilo que foi vivido conferem mais autoridade aquilo que esta escrito. Traduzindo: as pessoas adoram a expressão "baseado em fatos reais". Só isso. Eu não sei porque, e várias vezes as pessoas me falam que tal filme é baseado em fatos reais. Penso "que pena". Mas parece que as pessoas têm uma necessidade que haja um lastro com a realidade daquilo que elas estão lendo como relato. As pessoas não querem representação ficcional, querem algo enraizado em uma realidade. Basicamente a relação do jornalismo com a literatura se enraíza em um vinculo entre experiência e relato, mas a reportagem como gênero literário não esta na grande imprensa, está na forma de livro IMPRENSA - Estamos na nona edição da Flip. Como as críticas anteriores podem ajudar? Como lidar com as críticas? Costa Pinto - Ah, isso é normal. Em relação ao ano passado, a principal crítica é que havia repetição de autores, mas isso não vai haver este ano. Talvez um estrangeiro, e brasileiro talvez um pouco mais. O que lembro de crítica era sobre a presença de brasileiros. Só que é uma coisa que a gente tem que pensar bem. Eu, até pela minha trajetória pessoal, minha relação com a literatura brasileira é enorme. Porém, se as pessoas falam em equilíbrio entre a presença nacional e internacional, o que elas chamam de equilíbrio? Metade, metade? Bom, isso é desequilíbrio, na minha opinião. Você não pode dar o mesmo peso para a literatura brasileira só porque o evento acontece no Brasil. Isso me parece reserva de mercado. E eu não acho bom pensar em nacionalidade e sim em linguisitca, língua portuguesa, italiana, espanhola, inglesa e o que mais puder trazer. É óbvio que não pode ter uma participação muito tímida em um evento que acontece no Brasil e nem meio a meio, se não ficaria um excesso e pareceria sistema de cotas.
IMPRENSA - Como avalia, em geral, a cobertura feita da Flip? Costa Pinto - Acho que a Flip e a Bienal [do livro] são dois eventos que conseguem romper algumas barreiras porque tem cobertura da mídia televisa sem ser TV paga ou a TV Cultura. Conseguem entrar na Globo, na Bandeirantes, da Record, do SBT. Na mídia impressa a cobertura é intensa como merece, mas aí não é só Flip. Outros eventos também têm boa cobertura.
IMPRENSA - Uma questão antiga, mas que sempre está em discussão: você acha que as pessoas leem menos hoje? Costa Pinto - Olha, a indústria editorial cresce bastante, mas o que cresce são livros de consulta, livros didáticos, livros para vestibular, livros de consulta experimental, manuais...esses livros tiveram um aumento grande. Mas o leitor que lê pela experiência da imaginação, leitor de romance, esse caiu. E acho que esse espaço ter declinado significa uma mudança também do jeito que as pessoas se relacionam com a linguagem. A linguagem é uma coisa muito mais instrumental que dá acesso ao mundo, é muito mais um utensílio do que uma experiência de afastamento do mundo e, portanto, de desconfiança. A literatura é um grande "inutensílio". Ela é absolutamente inútil e, por ser inútil, ela te faz olhar com ironia para o mundo prático, faz você desconfiar dos seus valores, do seu mundo, daquilo que você debate. Só que as pessoas estão querendo cada vez mais entrar no mundo, se apropriar do mundo, pertencer ao mundo. Existe uma relação fundamental entre literatura de auto-ajuda e manuais para fazer MBA. Esse mundo integrado, administrado é o que as pessoas querem.
IMPRENSA - Você prefere a ficção. Costa Pinto - Totalmente. A literatura é uma forma de conhecimento da realidade pela imaginação.

| Foto: Cristovão Tezza | |
| Manuel da Costa Pinto |
IMPRENSA conversou com o novo curador de festa, o jornalista e critico literário Manuel da Costa Pinto. Alguns trechos dessa conversa podem ser conferidos na edição de março da revista (ed. 265, pág. 14). Criador e ex-editor da revista Cult , Costa Pinto é colunista da revista "Sãopaulo", editor do "Guia da Folha Livros, Discos, Filmes" e dos programas "Entrelinhas" e "Letra Livre" da TV Cultura.
Veja a seguir trechos da entrevista que não foram publicadas na edição impressa da revista.
IMPRENSA - Como você tem conciliado as atividades jornalísticas com a curadoria da Flip? Manuel da Costa Pinto - Com relação à TV Cultura não há muito conflito de interesses. No "Letra Livre" trabalho com autores brasileiros que estão aqui, mas como programa de literatura não tem muita competição na TV aberta, não tem problema de pairar suspeita de que o programa está sendo privilegiado simplesmente porque não existem outros programas de literatura na TV aberta. O "Entrelinhas", que é uma revista literária, fazemos matérias e cobrimos a Flip. Mas, para não haver uma contaminação eu não participo da cobertura da Flip pelo programa.
Porém, no caso da Folha é diferente. Para a revista "Sãopaulo" o combinado é que se eu falar de algum autor vai ser morto. Conflito resolvido [risos]. Mas no caso do "Guia..." e do jornal podem acontecer duas coisas. Primeiro que eu sendo ligado a Folha , pode parecer para outros jornais que estou privilegiando a Folha . Então tem que tomar um cuidado enorme na hora de divulgar as informações sobre a Flip para que todas as informações cheguem simultaneamente para todos os veículos, os jornais, as revistas. Em relação ao "Guia da Folha", entretanto, houve uma discussão interna no jornal, porque como o "Guia" divulga muito aquilo que está sendo publicado e lançado, fatalmente as editoras lançam os livros de autores que vão estar na Flip ao longo desse semestre. Se eu der uma capa com um autor que vai estar na Flip, vão falar que o curador da Flip está usando o "Guia" que ele edita na Folha para promover um autor que vai estar na Flip então pode gerar uma leitura equivocada. A gente entrou em comum acordo, combinou que eu iria me afastar e eu escrevi um editorial na edição de novembro comunicando o leitor da Folha meu afastamento, espero que temporário porque gostaria de voltar pra lá, é um dos trabalhos que eu mais gosto de fazer.
IMPRENSA - Vai haver algum tipo de mudança de estrutura na Flip? Costa Pinto - Não. Talvez uma pequena mudança de ênfase ao tentar não fazer uma coisa tão compartimentada entre a Flip e a Flipinha. Queremos que autores de uma possam participar da outra porque não tem sentido pensar em literatura infantil como algo separada. Eu não tenho filho, deixei de ser criança há muitas décadas, mas vivo lendo livro de literatura infantil porque é literatura. Então não tem porque ficar separado e não ficar no espaço principal. Queremos quebrar um pouco isso.
IMPRENSA - Como você vê a presença e a relação do jornalismo na literatura e vice-versa? Costa Pinto - Uma coisa é literatura na imprensa que é a questão da crítica literária. E isso francamente é o aspecto mais preocupante em relação a literatura e jornalismo. O Brasil sempre teve uma tradição com presença forte de críticos literários em páginas de jornal e isso tem ocorrido cada vez menos.Identificam no leitor alguém que quer informações muito mais simplificadas e, de fato, o diagnostico não está errado. O leitor quer informações ágeis e instantâneas e pior, com juízos de valor. Eles querem um texto curto e com um veredicto. Os jornais têm avaliação dos produtos em "bom", "regular" e acho isso taxativo demais. Tira qualquer sutileza. Mas o leitor quer isso. Mas ao identificar isso como uma tendência geral do leitor e impor como modelo de jornalismo, você acaba perdendo a porcentagem do leitor que é mais exigente. O espaço diminuiu muito e com isso perdeu-se uma tradição do Brasil em crítica literária nos jornais. Durante vários anos na Folha, tinha um espaço chamado Rodapé Literário e na reforma da Folha esse espaço caiu, o que é sintomático. IMPRENSA - Como avalia as revistas especializadas? Costa Pinto - Tem a Cult , ela era só de literatura e a partir de 2002 se amplificou e tem a Entrelivros que foi incrivelmente bem editada, bem feita e desapareceu por razões outras, talvez administrativa e de estrutura. Mas especializadas não sobrevivem. A Cult teve que se diversificar. A Entrelivros tem na internet, mas é difícil...Na internet ainda não tem veículos com a mesma autoridade que impressos. A internet você faz o que você quiser, não tem muito termômetro. A internet é um pouco uma selva. Todo mundo pode sobreviver mesmo em um nicho muito restrito. Na internet você pode fazer algo ultra-sofisticado intelectual e não ter nenhum leitor, ou ter 500 mil leitores fazendo uma porcaria. E as duas coisas vingam e sobrevivem porque não tem custo. Eu não gosto muito, não acompanho. Não sinto segurança naquilo que vejo na internet a não seja uma interface de jornais e grandes veículos de comunicação. Agora, site, blogs que tem por aí, muito poucos me dou o trabalho de ler. É o espaço, muitas vezes, da expressão de quem não quer se submeter ao crivo do outro, a mediação, a avaliação do outro. É um espaço dos ressentimentos, da opinião irresponsável. Acho que muitas vezes é isso.
IMPRENSA - E a questão do jornalismo literário? Costa Pinto - Acho que a questão do jornalismo literário está muito ligado a uma ideia, ao meu ver bastante questionável, se não equivocada, de que a realidade e aquilo que foi vivido conferem mais autoridade aquilo que esta escrito. Traduzindo: as pessoas adoram a expressão "baseado em fatos reais". Só isso. Eu não sei porque, e várias vezes as pessoas me falam que tal filme é baseado em fatos reais. Penso "que pena". Mas parece que as pessoas têm uma necessidade que haja um lastro com a realidade daquilo que elas estão lendo como relato. As pessoas não querem representação ficcional, querem algo enraizado em uma realidade. Basicamente a relação do jornalismo com a literatura se enraíza em um vinculo entre experiência e relato, mas a reportagem como gênero literário não esta na grande imprensa, está na forma de livro IMPRENSA - Estamos na nona edição da Flip. Como as críticas anteriores podem ajudar? Como lidar com as críticas? Costa Pinto - Ah, isso é normal. Em relação ao ano passado, a principal crítica é que havia repetição de autores, mas isso não vai haver este ano. Talvez um estrangeiro, e brasileiro talvez um pouco mais. O que lembro de crítica era sobre a presença de brasileiros. Só que é uma coisa que a gente tem que pensar bem. Eu, até pela minha trajetória pessoal, minha relação com a literatura brasileira é enorme. Porém, se as pessoas falam em equilíbrio entre a presença nacional e internacional, o que elas chamam de equilíbrio? Metade, metade? Bom, isso é desequilíbrio, na minha opinião. Você não pode dar o mesmo peso para a literatura brasileira só porque o evento acontece no Brasil. Isso me parece reserva de mercado. E eu não acho bom pensar em nacionalidade e sim em linguisitca, língua portuguesa, italiana, espanhola, inglesa e o que mais puder trazer. É óbvio que não pode ter uma participação muito tímida em um evento que acontece no Brasil e nem meio a meio, se não ficaria um excesso e pareceria sistema de cotas.
IMPRENSA - Como avalia, em geral, a cobertura feita da Flip? Costa Pinto - Acho que a Flip e a Bienal [do livro] são dois eventos que conseguem romper algumas barreiras porque tem cobertura da mídia televisa sem ser TV paga ou a TV Cultura. Conseguem entrar na Globo, na Bandeirantes, da Record, do SBT. Na mídia impressa a cobertura é intensa como merece, mas aí não é só Flip. Outros eventos também têm boa cobertura.
IMPRENSA - Uma questão antiga, mas que sempre está em discussão: você acha que as pessoas leem menos hoje? Costa Pinto - Olha, a indústria editorial cresce bastante, mas o que cresce são livros de consulta, livros didáticos, livros para vestibular, livros de consulta experimental, manuais...esses livros tiveram um aumento grande. Mas o leitor que lê pela experiência da imaginação, leitor de romance, esse caiu. E acho que esse espaço ter declinado significa uma mudança também do jeito que as pessoas se relacionam com a linguagem. A linguagem é uma coisa muito mais instrumental que dá acesso ao mundo, é muito mais um utensílio do que uma experiência de afastamento do mundo e, portanto, de desconfiança. A literatura é um grande "inutensílio". Ela é absolutamente inútil e, por ser inútil, ela te faz olhar com ironia para o mundo prático, faz você desconfiar dos seus valores, do seu mundo, daquilo que você debate. Só que as pessoas estão querendo cada vez mais entrar no mundo, se apropriar do mundo, pertencer ao mundo. Existe uma relação fundamental entre literatura de auto-ajuda e manuais para fazer MBA. Esse mundo integrado, administrado é o que as pessoas querem.
IMPRENSA - Você prefere a ficção. Costa Pinto - Totalmente. A literatura é uma forma de conhecimento da realidade pela imaginação.






