Expectativa negativa da Copa não refletiu situação real do Brasil, dizem jornalistas
Na edição desta sexta-feira (18/07), o programa “IMPRENSA na TV” recebeu os jornalistas Marcelo Di Lallo e Márcio Moron para debater a cober
Atualizado em 18/07/2014 às 16:07, por
Rodrigo Álvares.
IMPRENSA NA TV teve como convidados Marcelo Di Lallo e Márcio Moron
tura da Copa do Mundo no Brasil pela mídia nacional e internacional. Para os dois, houve excessos tanto na expectativa negativa dos veículos antes do evento como na abordagem de problemas na própria Seleção Brasileira.Moron, diretor de Produção da FOX Sports Brasil, disse que não tinha medo em relação à realização de grandes eventos. “O que me preocupava era a infraestrutura de aeroportos e hotéis.” “A Copa do Mundo é um evento que dá certo por si mesmo”, acrescentou Di Lallo, que já trabalhou em seis Copas e cinco Olimpíadas.
Crédito:Reprodução "Neymar saiu de ambulância e voltou quatro dias depois para dar uma coletiva", disse Moron
NEYMAR
Sobre a lesão na coluna de Neymar durante o jogo contra a Colômbia durante as quartas de final, os convidados consideraram excessiva a cobertura emocional, com poucos jornalistas se preocupando com a real situação do jogador do Barcelona.
“Ele é um símbolo dessa garotada. Tudo o que ele mexe vira dinheiro. Mas tinha de ter um certo limite”, comentou Di Lallo. "Achei estranho porque ele saiu de ambulância, de helicóptero, voltou quatro dias depois para dar uma coletiva", disse Moron.
Crédito:Alf Ribeiro Brasil “precisa ter humildade para ter um técnico de fora", diz Di Lallo
FELIPÃO
Para Di Lallo, a escolha de Luís Felipe Scolari foi “estratégica”. “Ele era o escudo, mas ele é um técnico que não se reciclou, que tem os mesmos métodos da década de 80, da época que jogava em 70. Mas eu frisei nas minhas críticas: o problema não é o Felipão, mas a CBF", disse. "O responsável [pela forma como o Brasil jogou com a Alemanha] foi quem montou o time daquele jeito. Tem que ser responsabilizado sim", frisou Moron. Di Lallo defendeu que deve haver um grande debate sobre o futuro do futebol brasileiro: “Não podemos deixar tudo nas mãos de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero”. Sobre quem poderia ser o novo técnico da seleção, os convidados divergiram. “Eu gostaria de ter um técnico de fora, mas nossa cultura é muito diferente. O que foi feito lá, aqui não daria certo", comentou Moron. De acordo com Di Lallo, o Brasil “precisa ter humildade de ver que talvez seja a hora de ter um técnico de fora".





