“Existem outras possibilidades de atuação para os novos jornalistas”, diz Beatriz Salles, se referindo ao jornalismo de marca
Beatriz Salles desenvolveu um estudo de caso sobre a produção jornalística do site de cultura geek Omelete referente às cinco edições anteri
Atualizado em 05/12/2019 às 08:12, por
Gisele Sotto e em colaboração.
Crédito:Arquivo pessoal A partir de hoje (5/12) acontece a sexta edição da Comic Con Experience (CCXP) em São Paulo, maior festival geek do mundo. Conforme destaca , “o nome por trás da CCXP é o Omelete&CO, atualmente uma das marcas mais relevantes do Brasil quando o assunto é cultura pop, que está sempre em contato com o público do evento”.
Beatriz Salles partiu dessa referência e do conceito de “jornalismo de marca” para definir o tema de sua pesquisa, um estudo de caso sobre a produção jornalística do site de cultura geek Omelete referente às cinco edições anteriores da CCXP.
Ela irá se formar neste ano em jornalismo pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e compartilha aqui sua História de TCC.
Sobre o trabalho
Meu trabalho é um estudo de caso sobre a produção jornalística do portal Omelete referente às cinco primeiras edições da Comic Con Experience (CCXP). Utilizei metodologias de análise qualitativa e de análise de conteúdo para averiguar se essas publicações, que são um conteúdo jornalístico, se enquadram dentro da produção do que se chama "jornalismo de marca".
O objetivo da pesquisa foi estudar os textos e a interação do público na página oficial do Facebook da Omelete, com o intuito de analisar se esse material atende a critérios - determinados por mim com base em estudos bibliográficos - que podem ser considerados parte da produção do jornalismo de marca.
Crédito:Reprodução / Facebook Omelete
Além disso, como este é um campo razoavelmente recente dos estudos em jornalismo, a monografia também teve como objetivo esclarecer conceitos e apresentar definições sobre o que é jornalismo de marca e como ele se encaixa dentro do espectro da profissão de jornalista.
Desafios ao longo da produção
O maior desafio foi a falta de professores ligados ao tema do meu projeto. Além disso, desenvolvi um trabalho ligado a um tema razoavelmente novo, no Brasil, e que não conta com muitas pesquisas ou definições já consolidadas. Ou seja, a falta de professores e o tema "inovador" do projeto me levaram a buscar referências e a desenvolver uma metodologia de análise por conta própria, definindo critérios e justificativas do zero.
Os aprendizados
Aprendi que existe produção de jornalismo de marca e publicidade/marketing que estão cada vez mais atreladas ao jornalismo do que se pensa.
Significado dessa experiência
Pessoalmente, o TCC me ensinou a organizar e planejar cronogramas com antecedência, bem como me mostrou que eu consigo lidar com prazos de maneira inteligente, sem me desesperar. Como estudante, me mostrou que existem outras possibilidades de atuação para os novos jornalistas, campos que não são explorados por professores, que, às vezes, nunca tiveram contato com essas novas áreas.
Contribuições que o trabalho trouxe
Aprendi muito sobre um novo campo do jornalismo que pode ser a saída para diversos profissionais que, como eu, gostam de comunicação, mas não se identificam com o dia a dia característico da profissão. Pude me aprofundar em uma área diferente, que não tinha sido explorada durante a graduação, além da oportunidade de ter contato com veículos que já seguem essa linha.
Conselhos para quem está fazendo o TCC
Tenha calma e se organize. É ruim você chegar ao final do ano e ter que correr com o desenvolvimento do trabalho porque não se organizou no começo. O TCC não precisa ser um monstro de sete cabeças, ele pode ser como um animal de estimação, que você educa, treina e gosta.
Não espere chegar à reta final para pensar no tema do trabalho ou no professor que vai te orientar. Comece esse planejamento com bastante antecedência, procure referências com tempo de sobra e organize seu cronograma para terminar com folga. Essa organização é essencial para você não se desesperar. Além disso, sua agenda não fica apertada e mesmo que imprevistos aconteçam, seu prazo final não estará comprometido.
Beatriz Salles partiu dessa referência e do conceito de “jornalismo de marca” para definir o tema de sua pesquisa, um estudo de caso sobre a produção jornalística do site de cultura geek Omelete referente às cinco edições anteriores da CCXP.
Ela irá se formar neste ano em jornalismo pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e compartilha aqui sua História de TCC.
Sobre o trabalho
Meu trabalho é um estudo de caso sobre a produção jornalística do portal Omelete referente às cinco primeiras edições da Comic Con Experience (CCXP). Utilizei metodologias de análise qualitativa e de análise de conteúdo para averiguar se essas publicações, que são um conteúdo jornalístico, se enquadram dentro da produção do que se chama "jornalismo de marca".
O objetivo da pesquisa foi estudar os textos e a interação do público na página oficial do Facebook da Omelete, com o intuito de analisar se esse material atende a critérios - determinados por mim com base em estudos bibliográficos - que podem ser considerados parte da produção do jornalismo de marca.
Crédito:Reprodução / Facebook Omelete
Além disso, como este é um campo razoavelmente recente dos estudos em jornalismo, a monografia também teve como objetivo esclarecer conceitos e apresentar definições sobre o que é jornalismo de marca e como ele se encaixa dentro do espectro da profissão de jornalista.
Desafios ao longo da produção
O maior desafio foi a falta de professores ligados ao tema do meu projeto. Além disso, desenvolvi um trabalho ligado a um tema razoavelmente novo, no Brasil, e que não conta com muitas pesquisas ou definições já consolidadas. Ou seja, a falta de professores e o tema "inovador" do projeto me levaram a buscar referências e a desenvolver uma metodologia de análise por conta própria, definindo critérios e justificativas do zero.
Os aprendizados
Aprendi que existe produção de jornalismo de marca e publicidade/marketing que estão cada vez mais atreladas ao jornalismo do que se pensa.
Significado dessa experiência
Pessoalmente, o TCC me ensinou a organizar e planejar cronogramas com antecedência, bem como me mostrou que eu consigo lidar com prazos de maneira inteligente, sem me desesperar. Como estudante, me mostrou que existem outras possibilidades de atuação para os novos jornalistas, campos que não são explorados por professores, que, às vezes, nunca tiveram contato com essas novas áreas.
Contribuições que o trabalho trouxe
Aprendi muito sobre um novo campo do jornalismo que pode ser a saída para diversos profissionais que, como eu, gostam de comunicação, mas não se identificam com o dia a dia característico da profissão. Pude me aprofundar em uma área diferente, que não tinha sido explorada durante a graduação, além da oportunidade de ter contato com veículos que já seguem essa linha.
Conselhos para quem está fazendo o TCC
Tenha calma e se organize. É ruim você chegar ao final do ano e ter que correr com o desenvolvimento do trabalho porque não se organizou no começo. O TCC não precisa ser um monstro de sete cabeças, ele pode ser como um animal de estimação, que você educa, treina e gosta.
Não espere chegar à reta final para pensar no tema do trabalho ou no professor que vai te orientar. Comece esse planejamento com bastante antecedência, procure referências com tempo de sobra e organize seu cronograma para terminar com folga. Essa organização é essencial para você não se desesperar. Além disso, sua agenda não fica apertada e mesmo que imprevistos aconteçam, seu prazo final não estará comprometido.





