“Existe mais restrição por parte dos veículos do que censura em si”, diz Fabio Braga
Na tarde desta segunda-feira (7/10), ocorreu o "Painel Diálogos II – Os desafios da cobertura de conflitos: valor da notícia x liberdade de imprensa” da 2ª edição do mídia.
Sobre o seu trabalho com fotojornalismo, ele expõe que algumas imagens são mais chocantes do que outras, como, por exemplo, aqueles de acidentes que resultarão em constrangimento para as pessoas. De acordo com ele, a Folha se priva um pouco dessas fotos e busca oferecer algo mais gráfico. “Às vezes, o que eu acho que é notícia, o jornal acha que não é. Ficamos nesse impasse, por isso é tão importante a presença do nosso editor de fotografia para que ele possa nos dar um rumo”.
Na cobertura de conflitos, o fotojornalista afirmou que sempre busca ficar ao lado do que acredita. “Nas manifestações deste ano eu tentei ficar mais do lado dos manifestantes e mostrar suas reivindicações. Todo veículo tem a sua escolha, essa foi a minha pessoal. Em uma cobertura de conflito o lado certo é o que você não se machuque”.
O que não aconteceu com Braga. Afinal, durante as manifestações, ele levou três tiros de bala de borracha e foi atacado por cachorros da polícia. “Trabalho com fotojornalismo faz oito anos e neste foi a primeira vez que senti uma hostilidade muito maior por parte da polícia. Os profissionais de imprensa foram atacados por eles, por um órgão de Estado, o que é mais preocupante. Antes era uma coisa meio velada e você conseguia negociar, dessa vez acabou extrapolando”, opina.
O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.
Leia também
-
-
-





