Exibição de documentário sobre Maomé em Cannes não teve protestos
Exibição de documentário sobre Maomé em Cannes não teve protestos
A exibição do documentário "C'est dur d'être aimé par des cons" ("É difícil ser amado por esses imbecis"), do jornalista francês Daniel Leconte, não causou nenhum tipo de tumulto em Cannes, como era temido.
O filme fala sobre a publicação na França das charges do profeta Maomé dois anos depois de sua publicação na Dinamarca, que provocou uma série de protestos por parte de muçulmanos. A União das organizações islâmicas francesas acusou o diretor da publicação, Philippe Val, de blasfêmia, abrindo um processo contra ele.
Através de uma série de entrevistas e imagens de arquivo, Leconte relata os acontecimentos antes e logo depois do processo de Val. Apesar do teor polêmico, o filme não causou manifestações calorosas, não chegando nem mesmo a encher a sala de exibição.
Em depoimento ao filme, Val explica ter publicado as charges para demonstrar que os muçulmanos não são estúpidos e, portanto, capazes de rir como todo mundo. Para a comunidade muçulmana, a charge, que mostra Maomé com uma bomba no turbante, é perigosa porque coloca lado a lado islâmicos e extremistas.
Segundo o tribunal francês que julgou o caso, as charges não podem ser consideradas ofensivas e até mesmo a caricatura mais polêmica, de Maomé com a bomba no turbante, se encontra aos olhos da justiça, "nos limites da liberdade de expressão".
As informações são da agência Ansalatina
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