Executivos de mídia dos EUA são céticos sobre ajuda do Governo ao setor
Executivos de mídia dos EUA são céticos sobre ajuda do Governo ao setor
Executivos norte-americanos estão hesitantes quanto as ideias que são discutidas como alternativas à crise do Jornalismo e completamente céticos quanto à possibilidade do governo dos EUA interferir no setor com financiamentos e disponibilidade de crédito, é o que revela o estudo realizado com dirigentes de veículos impressos e emissoras de TV.
O levantamento, feito pelo Centro de Pesquisa e Projeto para Excelência no Jornalismo, em associação com a Sociedade Americana de Novos Editores (ASNE, na sigla em inglês), apontou que muitos executivos sentem mudanças positivas nas empresas, ademais dos cortes e quedas na receita.
O estudo encontrou significantes diferenças entre as visões de executivos de jornais impressos e das emissoras de TV a respeito do futuro do Jornalismo. Os de TV acreditam, em proporção de dois para um, que o Jornalismo está indo na direção errada; já os de impressos são mais equilibrados, mantendo quase paridade entre pessimismo e otimismo, com leve tendência a ler o cenário de forma positiva.
Editores de jornais impressos expressaram que as companhias têm assimilado as mudanças culturais, assim como as novas tecnologias e o senso crescente de experimentação. Já muitos dos executivos de TV apostam no chamado funcionário multifuncional, quando uma mesma pessoa faz a reportagem, produz e filma, acumulando funções jornalísticas por conta das demissões.
Mas os executivos norte-americanos não estão preocupados com o futuro. Pouco menos da metade dos entrevistados acreditam que seus cargos irão sobreviver, ao menos, pela próxima década, mas não sem significantes fontes de investimento. Um terço crê que suas funções estarão em risco em cinco anos ou menos, e muitos não culpam a evolução tecnológica, mas a perda de oportunidades na indústria.
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