Executivo do Uber ameaça jornalista que criticou serviço; companhia rejeita declarações

Vice-presidente sênior de negócios da empresa afirmou que poderia gastar até US$1 milhão para difamar jornalistas que criticaram o serviço.

Atualizado em 19/11/2014 às 20:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Um executivo do serviço de transportes Uber ameaçou um jornalista norte-americano que criticou negativamente a ferramenta. Vice-presidente sênior de negócios da companhia, Emil Michael disse que a empresa gastaria até US$ 1 milhão para contratar uma equipe de pesquisadores para descobrir os “podres” para fazer campanhas difamatórias contra quem escreveu sobre o aplicativo.
Segundo o site especializado em tecnologia, IDG Now!, ele falou particularmente da jornalista Sarah Lacy, editora do , que já escreveu um artigo sobre ter apagado o Uber do seu celular pelo que classificou de “cultura idiota” criada pela plataforma.

O dirigente sugeriu já saber de informações sensíveis sobre ela e que a jornalista deve ser considerada “pessoalmente responsável” por cada mulher que apagar o app do seu smartphone e for estuprada por um taxista.
Ao comentar as declarações do executivo, o Uber confirma as falas, mas ressalta que não apoia o posicionamento do funcionário. Após a repercussão do episódio, Michael destaca que as afirmações foram dadas durante um jantar e que não refletem as suas opiniões verdadeiras nem possuem relação com a visão e abordagem da companhia, que divulgou um comunicado sobre o caso.
“Nós não investigamos nem vamos investigar jornalistas. Essas afirmações não têm nenhuma base com a realidade da nossa abordagem”, afirmou o porta-voz do Uber sobre o incidente.