Exclusivo: “Não me arrependo de nenhum comentário que fiz”, diz Rachel Sheherazade
“Você é dura. Mas eu te pergunto, vamos ser abertos com este Brasil que nos acompanha: você é a favor da violência?”. A pergunta ao vivo de
Atualizado em 10/02/2014 às 15:02, por
Camilla Demario.
Crédito:Roberto Nemanis/SBT Rachel Sheherazade, apresentadora do "SBT Brasil" Joseval Peixoto a Rachel Sheherazade, também apresentadora do “SBT Brasil”, foi ao ar no dia 6 de fevereiro. Ela ocorreu após o comentário da jornalista, sobre um adolescente suspeito de praticar furtos no Rio de Janeiro ser encontrado amarrado nu a um poste, ganhar repercussão negativa.
Segundo a Folha de S.Paulo , a própria equipe de jornalismo e dirigentes da emissoras pediram uma retratação, explicitando que não concordam com as opiniões de Sheherazade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, junto com sua Comissão de Ética, publicou uma nota de repúdio às declarações da apresentadora, que classificou o discurso como "grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros".
No mesmo dia 6 de fevereiro, o deputado Marco Feliciano, em discurso na Câmara dos Deputados, defendeu Sheherazade. "Como responsabilizar a jornalista, ela não criou o fato, apenas informou, e manifestou com parcimônia o que todos nós sentimos uma insegurança generalizada", afirmou.
Rachel Sheherazade, conhecida em todo Brasil depois que um comentário seu sobre o carnaval, ainda no telejornal que apresentava na filial do SBT da Paraíba ganhar repercussão na internet, agora volta à tona por outra declaração polêmica.
À IMPRENSA, a jornalista comenta a repercussão do comentário e sobre seu posicionamento sobre as notícias no "SBT Brasil".
IMPRENSA - O que você tem achado da repercussão sobre sua opinião exibida no "SBT Brasil" sobre “os justiceiros”? Rachel Sheherazade - Opiniões fortes sempre geram repercussão, debates na sociedade. Até aí, tudo normal. O que é injustificada é a tentativa de criminalização da minha opinião feita por partidos políticos e entidades como o sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro. É óbvio que querem cercear meu direito à livre expressão, uma garantia constitucional de todo cidadão, inclusive de jornalistas e formadores de opinião, que têm a palavra como instrumento de trabalho. Como critico muito políticos corruptos e os desmandos do governo, acabo sendo alvo de retaliações constantes. Mas, sigo em frente, com fé em Deus. Quem fala a verdade não tem o que temer.
O SBT disse à IMPRENSA que não compartilha sua opinião. Você sentiu/sofreu alguma hostilização dos colegas de trabalho? O SBT não disse isso. A emissora apenas deixou claro que a opinião do comentarista é exclusivamente dele. O SBT nos dá total liberdade para que possamos nos expressar, nos posicionar diante dos fatos e notícias. Não há qualquer censura na emissora. Também não sou hostilizada na redação. Sou a âncora e comentarista do principal telejornal da emissora. Graças a Deus, respeito meus colegas e sou respeitada por todos os jornalistas da emissora. A equipe é unida e muito profissional. Não temos tempo nem disposição para picuinhas. Nosso foco é a qualidade do nosso programa.
Você costuma ler comentários publicados a seu respeito na internet? Responde algum deles? Obviamente, pelo grande número de mensagens e solicitações de amizade que recebo, não consigo dar conta de tudo. De vez em quando, entro no Twitter e no Facebook e leio algumas coisas, as mensagens mais recentes. Tenho seis perfis no Facebook, uma fanpage, um blog e uma conta no Twitter com mais de 75 mil seguidores. Seria impossível ler tudo, ver tudo. Mas, eu tenho um assessor que monitora minhas redes, compartilha meus conteúdos e modera os comentários do blog para mim.
Você se arrepende de algum comentário que tenha gerado polêmica? Não me arrependo de nenhum comentário que fiz. Mas já mudei de opinião quanto a alguns temas que já defendi, como por exemplo, o financiamento público de campanha. Hoje, sou radicalmente contra. Pois sei que apenas o partido que detêm o poder seria beneficiado. Os outros continuariam à sombra do todo poderoso PT, de pires na mão, mendigando verbas e tempo de televisão. Isso não é democrático!
Segundo a Folha de S.Paulo , a própria equipe de jornalismo e dirigentes da emissoras pediram uma retratação, explicitando que não concordam com as opiniões de Sheherazade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, junto com sua Comissão de Ética, publicou uma nota de repúdio às declarações da apresentadora, que classificou o discurso como "grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros".
No mesmo dia 6 de fevereiro, o deputado Marco Feliciano, em discurso na Câmara dos Deputados, defendeu Sheherazade. "Como responsabilizar a jornalista, ela não criou o fato, apenas informou, e manifestou com parcimônia o que todos nós sentimos uma insegurança generalizada", afirmou.
Rachel Sheherazade, conhecida em todo Brasil depois que um comentário seu sobre o carnaval, ainda no telejornal que apresentava na filial do SBT da Paraíba ganhar repercussão na internet, agora volta à tona por outra declaração polêmica.
À IMPRENSA, a jornalista comenta a repercussão do comentário e sobre seu posicionamento sobre as notícias no "SBT Brasil".
IMPRENSA - O que você tem achado da repercussão sobre sua opinião exibida no "SBT Brasil" sobre “os justiceiros”? Rachel Sheherazade - Opiniões fortes sempre geram repercussão, debates na sociedade. Até aí, tudo normal. O que é injustificada é a tentativa de criminalização da minha opinião feita por partidos políticos e entidades como o sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro. É óbvio que querem cercear meu direito à livre expressão, uma garantia constitucional de todo cidadão, inclusive de jornalistas e formadores de opinião, que têm a palavra como instrumento de trabalho. Como critico muito políticos corruptos e os desmandos do governo, acabo sendo alvo de retaliações constantes. Mas, sigo em frente, com fé em Deus. Quem fala a verdade não tem o que temer.
O SBT disse à IMPRENSA que não compartilha sua opinião. Você sentiu/sofreu alguma hostilização dos colegas de trabalho? O SBT não disse isso. A emissora apenas deixou claro que a opinião do comentarista é exclusivamente dele. O SBT nos dá total liberdade para que possamos nos expressar, nos posicionar diante dos fatos e notícias. Não há qualquer censura na emissora. Também não sou hostilizada na redação. Sou a âncora e comentarista do principal telejornal da emissora. Graças a Deus, respeito meus colegas e sou respeitada por todos os jornalistas da emissora. A equipe é unida e muito profissional. Não temos tempo nem disposição para picuinhas. Nosso foco é a qualidade do nosso programa.
Você costuma ler comentários publicados a seu respeito na internet? Responde algum deles? Obviamente, pelo grande número de mensagens e solicitações de amizade que recebo, não consigo dar conta de tudo. De vez em quando, entro no Twitter e no Facebook e leio algumas coisas, as mensagens mais recentes. Tenho seis perfis no Facebook, uma fanpage, um blog e uma conta no Twitter com mais de 75 mil seguidores. Seria impossível ler tudo, ver tudo. Mas, eu tenho um assessor que monitora minhas redes, compartilha meus conteúdos e modera os comentários do blog para mim.
Você se arrepende de algum comentário que tenha gerado polêmica? Não me arrependo de nenhum comentário que fiz. Mas já mudei de opinião quanto a alguns temas que já defendi, como por exemplo, o financiamento público de campanha. Hoje, sou radicalmente contra. Pois sei que apenas o partido que detêm o poder seria beneficiado. Os outros continuariam à sombra do todo poderoso PT, de pires na mão, mendigando verbas e tempo de televisão. Isso não é democrático!





