Exclusivo: Jornalista brasileiro relata péssimas condições na Líbia

O enviado do jornal Zero Hora à Líbia, Humberto Trezzi, relatou ao Portal IMPRENSA as condições da cobertura no país. O repórter, que cruzoua fronteira com a Tunísia nesta quarta-feira (24), está hospedado em um quartel na cidade de Nalut, tomada por rebeldes.

Atualizado em 24/08/2011 às 16:08, por Luiz Gustavo Pacete.

Com quase nenhuma conexão de internet e dificuldades de comunicação, o jornalista destaca que a destruição tem sido cenário constante de sua estadia no país. "Tem carcaça de tanque e caminhão, e carro por todo lado, marcas de bala... Mas o povo que apoia os rebeldes é fervoroso, acha que Deus está com eles", afirma.

Humberto Trezzi Quartel em que o jornalista está hospedado na cidade de Nalut O jornalista também disse que, mesmo com o clima geral transmitindo hostilidade, sua segurança não está ameaçada, pois está cobrindo do lado rebelde e eles querem muito a contribuição da mídia. "Confesso que senti mais hostilidade quando passei pela Tunísia para chegar aqui. Lá, eles confiscaram equipamentos, insinuando que jornalistas eram espiões. Levei sete horas para recuperá-los", relata.
O repórter destaca, ainda, que as condições de trabalho são "péssimas": "meus dois fones convencionais e o de satélite não funcionam aqui dentro. Aí rodo centenas de quilômetros para achar sinal de internet em algum centro dos rebeldes". Sua conexão, inclusive, foi interrompida por falta de energia elétrica quando enviava as imagens que tirou por lá ao Portal IMPRENSA.

Veja fotos tiradas por Trezzi:

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