EXCEPCIONALMENTE COMUM

EXCEPCIONALMENTE COMUM

Atualizado em 07/08/2009 às 19:08, por POR CAROLINA CHAGAS e  COLABORAÇÃO DE PARATY (RJ).

COM DISCURSO CORRETO, GAY TALESE NÃO EMPOLGA NA FLIP, MAS FAZ SOMBRA, PARA OS JORNALISTAS, A OUTRAS BOAS ATRAÇÕES



Foi grande a expectativa para a chegada do jornalista estadunidense Gay Talese ao Brasil. Os principais jornais deram capa do caderno de variedades a ele, e a revista Veja - que costuma dar pouca importância à Festa Literária de Paraty, a Flip, motivo número um da passagem de Talese pelo país - deu seis páginas com entrevista exclusiva com ele e citou o evento.

Não é por acaso que jornalistas colocam Gay Talese no topo do pedestal. Entre os sonhos de nove entre dez da categoria, está escrever ao menos um texto nos moldes do new journalism, estilo surgido nos anos 1960, nos EUA, apoiado em textos de fôlego, extremamente bem escritos e baseados em apuração cuidadosa e impressões do repórter. Foi Talese, juntamente com Tom Wolfe e Norman Mailer (há quem inclua Truman Capote na lista também), que forjou, na lida diária, as regras desse cultuado estilo. Aos 77 anos, ele continua em atividade. É autor de alguns livros tão bem escritos e apurados que, quando lidos nas entrelinhas, são tão úteis quanto bons manuais de redação. Faz com frequência ótimos textos para publicações norte-americanas. Apesar de ter dito que não perde tempo com a internet, postou em fevereiro deste ano (exatamente no dia 17), no blog "Metro-City Room", do The New York Times, texto sobre pedintes de Manhattan. O texto, no justo tamanho que a internet suporta, conta que Talese sugeriu a pedintes de rua que atualizassem os escritos de seus cartazes para arrecadar mais dinheiro. Vale a pena ler o post para saber de outros detalhes. O texto, não por acaso, obteve mais de 150 comentários de leitores.

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