Exame de DNA de herdeiros do Clarín dá negativo; testes continuam
A polêmica a respeito do suposto parentesco entre os herdeiros do Clarín e desaparecidos políticos durante o período da ditadura, que já se estende há dez anos, pode ter chegado ao fim com a divulgação dos resultados dos exames de DNA, noticia o jornal O Globo.
Atualizado em 12/07/2011 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Marcela e Felipe, filhos adotivos de Ernestina Herrera Noble, presidente do grupo Clarín, submeteram-se ao exame de DNA depois de muita resistência. A organização Avós da Praça de Maio queria comparar o código genético dos herdeiros com o de duas famílias desaparecidas durante a ditadura, as famílias Lanoscou-Miranda e Gualdeon-Garcia. Para ambas, os exames comparativos deram negativo.
Os testes vão continuar nos próximos dias, para que a análise seja feita em relação às vítimas entre o período de 1975 e 1976. Segundo Gabriel Carvalho, um dos advogados de Ernestina Herrera, os novos resultados não devem demorar mais de 72 horas, mas, segundo o jornal O Globo, as amostras não estão separadas por datas no o banco de dados do Banco Nacional de Informações Genéticas, do hospital Durand, o que pode atrasar os resultados.
Os herdeiros do Clarín dizem ter aceitado o teste para por um fim no longo processo. "Eles estão fartos de ser atacados e de aturar as mentiras que dizem sobre eles", declarou o advogado da família, Ajejandro Carrió. A organização, Avós da Praça de Maio, afirma que os herdeiros foram roubados de famílias de desaparecidos políticos. Elas já encontraram 102 crianças ilegalmente.
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