Ex-soldado que vazou dados ao WikiLeaks obtém direito de usar nome de mulher
Ele será legalmente reconhecido como Chelsea Manning. Decisão foi anunciada na última quarta-feira (23/4).
Atualizado em 24/04/2014 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O ex-soldado americano Bradley Manning, condenado a 35 anos de prisão pelo vazamento de documentos secretos ao site , será legalmente reconhecido como Chelsea Manning. A decisão foi anunciada na última quarta-feira (23/4) pela Justiça.
Crédito:Divulgação Ex-soldado segue detido por vazar documentos ao Wikileaks
De acordo com a AFP, Manning cumpre pena na prisão de Fort Leavenworth, no estado do Kansas, e entrou com o pedido de mudança de nome após os procedimentos da corte marcial revelarem seu conflito de identidade sexual.
O juiz David King acatou o pedido para alterar seu nome de Bradley Edward Manning para Chelsea Elizabeth Manning. "Tenho sido frequentemente perguntado porque estou mudando de nome. A resposta é simples: porque é um nome que se adequa de forma muito melhor e mais honesta à mulher que eu sempre fui - uma mulher chamada Chelsea", disse o ex-soldado.
"Espero que a mudança de nome garantida hoje, tão importante para mim no âmbito pessoal, sirva também para mostrar que nós [transgêneros] existimos em todos os lugares da América de hoje, e os desafios que nós enfrentamos diariamente", explicou.
Manning solicitou às autoridades tratamento médico e terapia de reposição hormonal para cuidar de seu transtorno de gênero. As forças armadas disseram, entretanto, que não dispõem do tratamento em sua rede clínica.
O caso
Bradley Manning foi detido enquanto servia como analista de inteligência júnior em uma base americana perto de Bagdá, depois de enviar 700.000 documentos secretos ao site WikiLeaks, dirigido por Julian Assange. Condenado em agosto de 2013 a 35 anos de prisão, ele entrou com um pedido de indulto, recusado pela justiça marcial na semana passada.
Crédito:Divulgação Ex-soldado segue detido por vazar documentos ao Wikileaks
De acordo com a AFP, Manning cumpre pena na prisão de Fort Leavenworth, no estado do Kansas, e entrou com o pedido de mudança de nome após os procedimentos da corte marcial revelarem seu conflito de identidade sexual.
O juiz David King acatou o pedido para alterar seu nome de Bradley Edward Manning para Chelsea Elizabeth Manning. "Tenho sido frequentemente perguntado porque estou mudando de nome. A resposta é simples: porque é um nome que se adequa de forma muito melhor e mais honesta à mulher que eu sempre fui - uma mulher chamada Chelsea", disse o ex-soldado.
"Espero que a mudança de nome garantida hoje, tão importante para mim no âmbito pessoal, sirva também para mostrar que nós [transgêneros] existimos em todos os lugares da América de hoje, e os desafios que nós enfrentamos diariamente", explicou.
Manning solicitou às autoridades tratamento médico e terapia de reposição hormonal para cuidar de seu transtorno de gênero. As forças armadas disseram, entretanto, que não dispõem do tratamento em sua rede clínica.
O caso
Bradley Manning foi detido enquanto servia como analista de inteligência júnior em uma base americana perto de Bagdá, depois de enviar 700.000 documentos secretos ao site WikiLeaks, dirigido por Julian Assange. Condenado em agosto de 2013 a 35 anos de prisão, ele entrou com um pedido de indulto, recusado pela justiça marcial na semana passada.





