Ex-secretário de imprensa de Bush afirma que presidente deu falsas informações sobre caso da CIA
Ex-secretário de imprensa de Bush afirma que presidente deu falsas informações sobre caso da CIA
Nesta quarta-feira (21), a agência de notícias EFE divulgou nota em que o ex-secretário de imprensa da Casa Branca, Scott McClellan acusa o presidente norte-americano George W. Bush e seus principais assessores de terem fornecido informações falsas sobre o caso da ex-espiã da CIA Valerie Plame, cuja identidade foi revelada a imprensa pelo círculo presidencial.
De acordo com o trecho de seu livro "What Happened: inside the Bush White House and what's wrong with Washington" ("O Que Aconteceu: dentro da Casa Branca de Bush e o que há de errado com Washington"), McClellan reconheceu que ele mesmo tinha dado informações falsas à imprensa sem saber disso.
O ex-secretário ainda declarou que o presidente Bush o chamou para falar por ele e restabelecer a credibilidade que havia perdido por não ter encontrado armas de destruição em massa no Iraque.
Outro trecho do livro mostra que 5 funcionários do mais alto escalão da Administração estavam envolvidos na divulgação das falsas informações sobre Valerie Plame. Os acusados são Karl Rove, Lewis Scooter, o vice-presidente Dick Cheney, o chefe do gabinete do presidente, Andrew H. Card e o próprio presidente Bush. Lewis Scooter chegou a ser condenado a 30 meses de prisão por obstruir investigação judicial do caso, mas recebeu indulto de George W. Bush.
Nos Estados Unidos é proibido revelar a identidade de um agente, por este motivo, o caso foi acompanhado judicialmente. De acordo com a ex-agente, tudo começou com uma represália a seu marido o diplomata e ex-embaixador Joseph Wilson, que denunciou a Casa Branca por manipular informações.
Segundo o site de notícias Yahoo, Joseph Wilson viajou ao Níger para investigar a suposta venda de urânio ao Iraque e negou que tal fato realmente ocorreu, o que seria contrário às informações divulgadas pela Casa Branca.






