Ex-repórter do "News of the World" diz que editor tentou "comprar seu silêncio"
O jornalista Clive Goodman, acusado de grampear telefones da família real entre 2000 e 2006 enquanto trabalhava para o extinto News of the World , alegou em julgamento na última quarta-feira (19/3) que foi forçado por seu editor na época a ficar em silêncio sobre o envolvimento de outros colegas no caso.
Atualizado em 20/03/2014 às 17:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
"Me mandaram dizer que agi sozinho", afirmou no Tribunal.
Crédito:Reprodução Andy Coulson (foto) teria tentado comprar silêncio de Clive Goodman
Segundo o Guardian , Goodman disse que Andy Coulson, na época presidente de comunicações do News of the World , disse que se o repórter assumisse a culpa sozinho e dissesse que "foi um lobo solitário em toda a ação", ele continuaria a ser pago pela empresa e sua família seria "bem cuidada".
Segundo seu advogado, Henri Brandman, quando percebeu que não seria tão fácil se livrar das acusações, Goodman decidiu entregar o ex-chefe. "Muitas pessoas faziam aquilo [grampear telefones] no News of the World . Eu só tive o azar de ser pego", disse o jornalista. Segundo ele, Coulson de fato efetuou os pagamentos subsequentes à sua prisão, em 2006, e inclusive arcou com as despesas dos advogados.
O ex-editor, assim como Glenn Mulcaire, outro repórter acusado de envolvimento nas escutas ilegais, alegam inocência.
Crédito:Reprodução Andy Coulson (foto) teria tentado comprar silêncio de Clive Goodman
Segundo o Guardian , Goodman disse que Andy Coulson, na época presidente de comunicações do News of the World , disse que se o repórter assumisse a culpa sozinho e dissesse que "foi um lobo solitário em toda a ação", ele continuaria a ser pago pela empresa e sua família seria "bem cuidada".
Segundo seu advogado, Henri Brandman, quando percebeu que não seria tão fácil se livrar das acusações, Goodman decidiu entregar o ex-chefe. "Muitas pessoas faziam aquilo [grampear telefones] no News of the World . Eu só tive o azar de ser pego", disse o jornalista. Segundo ele, Coulson de fato efetuou os pagamentos subsequentes à sua prisão, em 2006, e inclusive arcou com as despesas dos advogados.
O ex-editor, assim como Glenn Mulcaire, outro repórter acusado de envolvimento nas escutas ilegais, alegam inocência.





