Ex-presidente da OAB diz que cobertura da mídia sobre casos de corrupção é "seletiva"
Em entrevista à Radio Brasil Atual (RBA), o deputado federal e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), criticou a condução das investigações da e ressaltou que a cobertura da grande imprensa sobre os casos de corrupção no país é "seletiva".
Atualizado em 06/08/2015 às 12:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Atual (RBA), o deputado federal e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), criticou a condução das investigações da e ressaltou que a cobertura da grande imprensa sobre os casos de corrupção no país é "seletiva".
Crédito:Agência Brasil Para Wadih Damous, criticou tribunais por vazamentos de ações sigilosas
"O que está acontecendo no Brasil hoje é que não é só o Direito que está decidindo. Aliás, o Direito hoje está subordinado a outros fatores, não só à interpretação da lei. Os grandes tribunais hoje são os jornais, a grande imprensa, e a chamada opinião pública, ou 'publicada'", declarou.
O advogado avalia que a prisão do ex-ministro José Dirceu "é uma arbitrariedade, das muitas que essa chamada Operação Lava Jato vem cometendo". Ele afirmou que é inadmissível que, em nome do combate ao crime e à corrupção, se pratique outra ilegalidade.
Segundo ele, os excessos cometidos pelas autoridades da Justiça e da Polícia Federal podem gerar a anulação de parte do processo. "Não tenho a menor dúvida de que há nulidades. (...) O juiz Sergio Moro está se dando por competente em relação a algumas pessoas para a qual ele não tem competência territorial para ajuizar a ação penal e para investigar."
Ao comentar sobre a cobertura da imprensa, ele disse que há um intuito de "criminalizar o PT, o governo e, em particular, o presidente Lula". Para ele, o atentado a bomba ao Instituto Lula e as agressões sofridas por políticos do PT têm relação com o "clima de ódio" instaurado.
Crédito:Agência Brasil Para Wadih Damous, criticou tribunais por vazamentos de ações sigilosas
"O que está acontecendo no Brasil hoje é que não é só o Direito que está decidindo. Aliás, o Direito hoje está subordinado a outros fatores, não só à interpretação da lei. Os grandes tribunais hoje são os jornais, a grande imprensa, e a chamada opinião pública, ou 'publicada'", declarou.
O advogado avalia que a prisão do ex-ministro José Dirceu "é uma arbitrariedade, das muitas que essa chamada Operação Lava Jato vem cometendo". Ele afirmou que é inadmissível que, em nome do combate ao crime e à corrupção, se pratique outra ilegalidade.
Segundo ele, os excessos cometidos pelas autoridades da Justiça e da Polícia Federal podem gerar a anulação de parte do processo. "Não tenho a menor dúvida de que há nulidades. (...) O juiz Sergio Moro está se dando por competente em relação a algumas pessoas para a qual ele não tem competência territorial para ajuizar a ação penal e para investigar."
Ao comentar sobre a cobertura da imprensa, ele disse que há um intuito de "criminalizar o PT, o governo e, em particular, o presidente Lula". Para ele, o atentado a bomba ao Instituto Lula e as agressões sofridas por políticos do PT têm relação com o "clima de ódio" instaurado.





