Ex-PM acusado de matar jornalista em 2010 vai a júri popular

Sete jurados que serão escolhidos na manhã desta terça-feira

Atualizado em 10/02/2015 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Está marcado para esta terça-feira (10/2) o júri do ex-policial militar do Grupo de Ações Táticas (Gate), Rodrigo Domingues Medina, acusado de sequestrar e assassinar a jornalista Luciana Barreto Montanha, de 29 anos, em 11 de novembro de 2010. Crédito:Reprodução Jornalista saía de shopping quando foi sequestrada De acordo com o G1, o julgamento foi adiado após o defensor do réu, Richard Bernardes Martins Silva, renunciar ao cargo alegando "teses conflitantes". Depois da medida, um advogado público foi nomeado pela Justiça para defender o ex-PM. O Ministério Público afirma que Medina confessou ter sequestrado a jornalista no estacionamento do Shopping Eldorado, na Zona Oeste de São Paulo, quando ela saía de uma academia. O corpo foi localizado em 27 de novembro de 2010, nas margens da Via Anchieta. O ex-PM é acusado de extorsão mediante sequestro por cobrar R$ 500 mil de resgate ao pai da vítima, José Ivanor Montanhana, e ao noivo dela à época, Daniel Fernandes Chaves Pereira. Ele também responde por tentativa de homicídio e resistência à prisão por atirar contra três policiais civis que o prenderam, quando era investigado como suspeito no desaparecimento de Luciana. Por ser acusado de crimes dolosos contra vida, Medina será julgado por júri popular, composto por (10/2). O Crime Câmeras de segurança do local gravaram a jornalista e o momento que o carro dela deixa o estacionamento do shopping. Segundo a Promotoria, quem dirigia era Medina, que não abaixou os vidros para não ser identificado nas filmagens. A intenção do policial era pedir dinheiro à família da vítima para poder pagar dívidas. A promotora Claudia Ferreira Mac Dowell informou que ele asfixiou Luciana com algemas de plástico porque ela teria resistido ao sequestro. A jornalista foi morta no mesmo dia e seu corpo jogado em 12 de novembro de 2010 em uma área de mata às margens da rodovia, na altura do km 44, em São Paulo. As informações, entretanto, apenas foram conhecidas após Medina confessar o crime, uma semana depois de ter sido preso.