Ex-ministro Joaquim Barbosa rebate texto de Ricardo Noblat no Twitter
Colunista disse que ex-presidente do STF sofre de "síndrome do esquecimento" ao condenar ministro da Justiça.
Atualizado em 20/02/2015 às 14:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou as redes sociais para rebater um artigo no jornal O Globo assinado pelo jornalista Ricardo Noblat. Nele, o colunista diz que o ex-ministro sofre de "síndrome do esquecimento" quando critica o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Incrível como torcem e retorcem o que eu digo!", rebateu Barbosa.
Crédito:Fellipe Sampaio/SCO/STF EX-ministro do STF rebateu no Twitter post de Ricardo Noblat
O publicado no blog de Noblat foi motivado pelas críticas que Barbosa fez ao ministro da Justiça, também no Twitter. Na rede social, o ex-ministro do STF condenou Cardozo por ter recebido advogados de empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato em seu gabinete.
"Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma Rousseff demita imediatamente o ministro da Justiça. Reflita: você defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos e métodos jurídicos perante o juiz, você vai recorrer à Política?", Barbosa.
De acordo com Noblat, as declarações são "oportunismo político da parte do ex-ministro Barbosa, empenhado em não se deixar esquecer".
"Incrível como torcem e retorcem o que eu digo! O objetivo é claro: desviar a atenção da essência daquilo que foi objeto do meu comentário", rebateu Barbosa em seu Twitter, na última quinta-feira (19/2). "Noblat disse que eu queria aparecer! Qual a sua isenção, se eu o processei por racismo? Falta-lhe também isenção por outras razões", escreveu o ex-ministro.
Noblat argumenta em seu texto que um ministro de Estado, por ser um servidor público, deve estar à disposição para receber em seu gabinete quem lhe pedir audiência. Além disso, diz que o encontro constou na agenda de Cardozo e, por isso, não foi sigiloso. "O ex-ministro Barbosa desconhece as leis? Não. Carece de bom senso? Isso fica a critério de cada um. No STF, ele não recebia advogados das partes. Os demais ministros recebiam e recebem. Nem por isso se tornam automaticamente suspeitos de favorecer acusação ou defesa", escreveu.
No Twitter, Barbosa rebateu. "Desvirtuamento: passou-se a falar sem parar sobre direito de advogado ser recebido por autoridades; que eu nao recebia advogados! Eu recebia advogados? Sim, recebi-os às centenas! Mas informava a parte contrária, para que ela pudesse estar presente, se quisesse. Por que? No processo judicial não devem existir encontros 'en catimini', às escondidas, entre o juiz e uma das partes. Igualdade de armas é o lema", escreveu o ex-ministro.
Além disso, o jornalista afirmou que a repercussão do assunto na mídia se deve à "falta de assunto" durante o recesso no Congresso. "A oposição pegou carona com gosto na crítica do ex-ministro Barbosa e promete levar o ministro da Justiça a se explicar no Congresso. Flor do recesso! Nada mais do que isso", escreveu, finalizando com uma mensagem ao ex-ministro: "Sossegue! Não será esquecido".
Crédito:Fellipe Sampaio/SCO/STF EX-ministro do STF rebateu no Twitter post de Ricardo Noblat
O publicado no blog de Noblat foi motivado pelas críticas que Barbosa fez ao ministro da Justiça, também no Twitter. Na rede social, o ex-ministro do STF condenou Cardozo por ter recebido advogados de empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato em seu gabinete.
"Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma Rousseff demita imediatamente o ministro da Justiça. Reflita: você defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos e métodos jurídicos perante o juiz, você vai recorrer à Política?", Barbosa.
De acordo com Noblat, as declarações são "oportunismo político da parte do ex-ministro Barbosa, empenhado em não se deixar esquecer".
"Incrível como torcem e retorcem o que eu digo! O objetivo é claro: desviar a atenção da essência daquilo que foi objeto do meu comentário", rebateu Barbosa em seu Twitter, na última quinta-feira (19/2). "Noblat disse que eu queria aparecer! Qual a sua isenção, se eu o processei por racismo? Falta-lhe também isenção por outras razões", escreveu o ex-ministro.
Noblat argumenta em seu texto que um ministro de Estado, por ser um servidor público, deve estar à disposição para receber em seu gabinete quem lhe pedir audiência. Além disso, diz que o encontro constou na agenda de Cardozo e, por isso, não foi sigiloso. "O ex-ministro Barbosa desconhece as leis? Não. Carece de bom senso? Isso fica a critério de cada um. No STF, ele não recebia advogados das partes. Os demais ministros recebiam e recebem. Nem por isso se tornam automaticamente suspeitos de favorecer acusação ou defesa", escreveu.
No Twitter, Barbosa rebateu. "Desvirtuamento: passou-se a falar sem parar sobre direito de advogado ser recebido por autoridades; que eu nao recebia advogados! Eu recebia advogados? Sim, recebi-os às centenas! Mas informava a parte contrária, para que ela pudesse estar presente, se quisesse. Por que? No processo judicial não devem existir encontros 'en catimini', às escondidas, entre o juiz e uma das partes. Igualdade de armas é o lema", escreveu o ex-ministro.
Além disso, o jornalista afirmou que a repercussão do assunto na mídia se deve à "falta de assunto" durante o recesso no Congresso. "A oposição pegou carona com gosto na crítica do ex-ministro Barbosa e promete levar o ministro da Justiça a se explicar no Congresso. Flor do recesso! Nada mais do que isso", escreveu, finalizando com uma mensagem ao ex-ministro: "Sossegue! Não será esquecido".





