Ex-jornalistas do “News of the World” assumem culpa por escutas ilegais

Três antigos jornalistas do extinto tabloide News of the World, do milionário Rupert Murdoch, declararam-se culpados por escutas ilegais de figuras públicas britânicas, duranta julgamento do caso na última quarta-feira (30/10).

Atualizado em 31/10/2013 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

tabloide News of the World , do milionário Rupert Murdoch, declararam-se culpados por escutas ilegais de figuras públicas britânicas, duranta julgamento do caso na última quarta-feira (30/10).


Crédito:Reprodução/ Twitter Neville Thurlbeck foi um dos jornalistas a assumir participação no esquema de escutas ilegais


De acordo com a Reuters, o procurador informou que os ex-editores do jornal — Neville Thurlbeck, Greg Miskiw e James Weatherup — já haviam assumido a culpa numa fase anterior ao processo. No entanto, só agora a informação pôde ser revelada. O detetive particular contratado pelo jornal para fazer escutas, Glenn Mulcaire, também assumiu participação.


As declarações tornadas públicas integram as primeiras admissões de antigos jornalistas do News of the World, desde que as investigações começaram, em 2011. Entre 2000 e 2006, eles tiveram acesso às escutas de pelo menos 600 telefones de personalidades do mundo político e social do Reino Unido.


Em 2007, uma notícia sobre a família real britânica levantou suspeitas e as investigações foram iniciadas. O jornalista e o detetive que participaram das operações foram condenados, mas a direção insistiu que se tratava de um caso isolado, até que uma investigação do Guardian revelou que a prática era habitual e induzida pela direção do tabloide.


O procurador responsável pela acusação disse que “não existem justificativas de qualquer tipo para que os jornalistas se envolvam em escutas telefônicas”. “Isso é uma intromissão na privacidade das pessoas, o que vai contra a lei”, considerou Andrew Edis.


Edis pontuou ainda que “há três tipos de comportamento ilícito” em causa. O primeiro é o das escutas ilegais conduzidas pelo detetive privado contratado pelo jornal, o segundo seria os pagamentos ilegais a “responsáveis e funcionários públicos, agentes da polícia, soldados” em troca de informação confidencial e, por fim, obstrução às investigações iniciadas em julho de 2011.


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