Ex-empregados da Bloch discutem reajuste de indenizações
Ex-empregados da Bloch discutem reajuste de indenizações
Representantes dos ex-empregados de Bloch Editores e a síndica da massa falida, Luciana Trindade, irão se reunir na próxima terça-feira (2) para discutir o pagamento das indenizações trabalhistas com correção monetária; os próximos leilões de bens da empresa; e o andamento dos processos daqueles que ainda não tiveram suas ações habilitadas pela Justiça, o que inviabiliza o recebimento da indenização.
Desde que a falência da Bloch foi decretada há dez anos, a ex-empregados da editora enfrentam desafios judiciais contra a própria União, para a qual a empresa também devia.
Recentemente, a Previdência Social perdeu ação na Justiça do Rio de Janeiro. No processo, era reivindicada uma dívida de R$ 11 mil, referentes ao não recolhimento de impostos descontados da folha de pagamento dos antigos funcionários da editora. Segundo avaliação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), a decisão beneficia os ex-empregados ao garantir que o dinheiro arrecadado nos próximos leilões seja destinado ao pagamento das indenizações.
Ainda segundo a representação sindical, a Justiça ainda não tomou uma decisão a respeito dos R$ 25 milhões arrecadados com a venda em leilão do prédio da Bloch, no aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. A Receita Federal, em embate com os ex-funcionários, reivindica a posse desse montante, referente à dívida da editora com o Imposto de Renda.
"Ganhamos a briga com o INSS e agora esperamos que a Justiça fique do nosso lado novamente. Precisamos desse dinheiro para pagar as indenizações trabalhistas, as que aguardam habilitação para serem julgadas. Não podemos ser penalizados porque nossos antigos patrões não recolhiam o que deviam ao INSS e ao IR. Esse dinheiro era descontado de nossos salários todos os meses", argumenta José Carlos Jesus, representante dos ex-empregados.
A respeito da possibilidade de correção monetária das indenizações, José Carlos lembra que os já indenizados assinaram um termo de quitação total, o qual garantia que o valor recebido não seria questionado. No entanto, agora ele considera o reajuste justo e que ele seja estendido a todos os ex-funcionários da empresa. O dinheiro desvalorizou demais e ninguém naquela época poderia imaginar que o processo demoraria tanto para ser resolvido", diz.
Mais informações sobre a reunião da próxima terça no do SJPMRJ.
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