Ex-editora do "News of the World" nega ocultação de escutas telefônicas

Rebekah Brooks, ex-editora do jornal britânico News of the World, negou na última quarta-feira (5/3) ter encoberto o alto número de escutas telefônicas feitas pela publicação, mas reconheceu ter pago ao relações públicas, Max Clifford, cerca de um milhão de libras para tentar proibir que alegações contra editores fossem para a Justiça.

Atualizado em 06/03/2014 às 12:03, por Redação Portal IMPRENSA.

britânico News of the World , negou na última quarta-feira (5/3) ter encoberto o alto número de escutas telefônicas feitas pela publicação, mas reconheceu ter pago ao relações públicas, Max Clifford, cerca de um milhão de libras para tentar proibir que alegações contra editores fossem para a Justiça.

Crédito:Reprodução Jornalista negou ter ocultado esquema de escutas telefônicas ilegais no tabloide
De acordo com Associated Press, em julgamento num tribunal de Londres, Rebekah alegou que, como executiva-chefe da divisão de jornais britânicos do conglomerado de mídia de Rupert Murdoch, mediou um acordo com Clifford, em parte para impedir uma ação judicial por invasão de seu telefone.

A publicação temia que o detetive particular Glenn Mulcaire, preso em 2007 por espionagem ilegal, testemunhasse em um possível julgamento e identificasse jornalistas que o haviam supostamente estimulado a interceptar ligações e mensagens de voz.

A ex-editora afirmou que o acordo foi feito para "proteger a companhia", pois ninguém sabia o que Mulcaire poderia dizer. Ela alegou que Clifford também concordou em oferecer histórias de celebridades para o tabloide.

Ela ressaltou que a argumentação do News of the World , repetida ao longo de vários anos, de que as escutas haviam sido realizadas apenas por Mulcaire e pelo repórter Clive Goodman era tida como verdadeira. A ex-editora reconheceu, entretanto, que a polícia havia dito a ela em 2006 que poderia haver mais de 100 vítimas de escutas. Rebekah e outros seis réus negaram acusações de grampeamento de telefones.