Ex-editora do "New York Times" alerta para o risco à liberdade de imprensa nos EUA
Justiça americana obrigou um jornalista a depor no julgamento de uma possível fonte.
Atualizado em 17/07/2014 às 14:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A ex-editora executiva do New York Times , Jill Abramson, afirmou que é "preocupante" a situação da liberdade de imprensa nos Estados Unidos depois que a Justiça americana obrigou um ex-colega a depor no julgamento de uma possível fonte.
Crédito:Divulgação Jornalista critica governo americano por processos contra jornalistas
Jill comandou o jornal entre setembro de 2011 e maio passado, quando foi demitida por divergências sobre seu "modo de gestão".
Segundo a Folha de S.Paulo , a jornalista ressalta a quantidade de processos movidos contra delatores na atual administração. "É surpreendente que o governo Obama tenha sido tão agressivo em buscar esses processos contra delatores, que são as fontes de reportagens que considero importantes e de interesse público", disse Abramson.
A jornalista lembrou ainda do caso do colega James Rise, também do New York Times , que teve negado pela Suprema Corte o recurso para não testemunhar sobre um agente da CIA, sua possível fonte.
Jill também comentou sobre sua demissão e disse que, se pudesse voltar atrás, teria escrito mais reportagens na época em que foi editora-executiva. "Não foi a melhor experiência da minha vida. Mas, com o tempo, você acaba lidando com ela", declarou ela, que pretende ensinar narrativa de não-ficção em Harvard.
Crédito:Divulgação Jornalista critica governo americano por processos contra jornalistas
Jill comandou o jornal entre setembro de 2011 e maio passado, quando foi demitida por divergências sobre seu "modo de gestão".
Segundo a Folha de S.Paulo , a jornalista ressalta a quantidade de processos movidos contra delatores na atual administração. "É surpreendente que o governo Obama tenha sido tão agressivo em buscar esses processos contra delatores, que são as fontes de reportagens que considero importantes e de interesse público", disse Abramson.
A jornalista lembrou ainda do caso do colega James Rise, também do New York Times , que teve negado pela Suprema Corte o recurso para não testemunhar sobre um agente da CIA, sua possível fonte.
Jill também comentou sobre sua demissão e disse que, se pudesse voltar atrás, teria escrito mais reportagens na época em que foi editora-executiva. "Não foi a melhor experiência da minha vida. Mas, com o tempo, você acaba lidando com ela", declarou ela, que pretende ensinar narrativa de não-ficção em Harvard.





