Ex-editor do "NYT" diz que redações precisam se integrar às novas tecnologias
Aron Pilhofer deixou o jornal norte-americano em maio para trabalhar no britânico "The Guardian".
Atualizado em 04/08/2014 às 15:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Aron Pilhofer deixou o cargo de editor de estratégias digitais do New York Times em maio para trabalhar como editor executivo digital do The Guardian , no Reino Unido. Em passagem pelo Brasil para o 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o jornalista concedeu entrevista ao Meio & Mensagem para falar sobre a mudança e a experiência com novas tecnologias nas redações.
Crédito:Knight Foundation Aron Pilhofer é editor executivo de mídia digital do The Guardian Pilhofer destacou o quanto o modelo de pagamento por conteúdo ( paywall) utilizado pelo New York Times impactou a esfera digital da redação. Em contrapartida, o Guardian não cobra por acesso às matérias de seu site. "Eu, particularmente, tendo mais ao modelo do Guardian , por motivos pragmáticos. Acho que é mais receptivo a inovação, novos produtos, experimentação... Quando você põe um preço sobre isso, afasta um pouco a vontade de experimentar", opinou sobre a estratégia do novo empregador.
Sobre o papel das redes sociais e das tecnologias digitais na produção de conteúdo, Pilhofer - que é um dos responsáveis pelo atual modelo de interação com a web do NYT - afirmou que os jornalistas devem se integrar ao assunto o mais rápido possível.
"As redações tendem a enxergar que tem alguém responsável por mídias sociais. Então, o jornalista produz algo, essa pessoa joga o conteúdo para o mundo, algo mágico acontece e você conquista um ótimo engajamento. Mentira", disse Pilhofer, acrescentando: "Você tem de se alinhar, de alguma forma, às outras áreas da empresa. Já era o tempo em que o jornalista podia se dar ao luxo de chegar à redação, escrever e esquecer".
Sobre a demissão de Jill Abramson, ex-editora do NYT , no mesmo mês em que foi anunciado pelo Guardian , Pilhofer foi evasivo. "Eu não sei o que levou à demissão, os detalhes internos. Eu li tudo que foi escrito a respeito e acho completamente possível que seja tudo verdade, ou que seja tudo mentira, não sei. Só acho que foi infeliz por que gosto e respeito intensamente todas as pessoas envolvidas."
Crédito:Knight Foundation Aron Pilhofer é editor executivo de mídia digital do The Guardian Pilhofer destacou o quanto o modelo de pagamento por conteúdo ( paywall) utilizado pelo New York Times impactou a esfera digital da redação. Em contrapartida, o Guardian não cobra por acesso às matérias de seu site. "Eu, particularmente, tendo mais ao modelo do Guardian , por motivos pragmáticos. Acho que é mais receptivo a inovação, novos produtos, experimentação... Quando você põe um preço sobre isso, afasta um pouco a vontade de experimentar", opinou sobre a estratégia do novo empregador.
Sobre o papel das redes sociais e das tecnologias digitais na produção de conteúdo, Pilhofer - que é um dos responsáveis pelo atual modelo de interação com a web do NYT - afirmou que os jornalistas devem se integrar ao assunto o mais rápido possível.
"As redações tendem a enxergar que tem alguém responsável por mídias sociais. Então, o jornalista produz algo, essa pessoa joga o conteúdo para o mundo, algo mágico acontece e você conquista um ótimo engajamento. Mentira", disse Pilhofer, acrescentando: "Você tem de se alinhar, de alguma forma, às outras áreas da empresa. Já era o tempo em que o jornalista podia se dar ao luxo de chegar à redação, escrever e esquecer".
Sobre a demissão de Jill Abramson, ex-editora do NYT , no mesmo mês em que foi anunciado pelo Guardian , Pilhofer foi evasivo. "Eu não sei o que levou à demissão, os detalhes internos. Eu li tudo que foi escrito a respeito e acho completamente possível que seja tudo verdade, ou que seja tudo mentira, não sei. Só acho que foi infeliz por que gosto e respeito intensamente todas as pessoas envolvidas."





