Ex-diretor da MTV revê histórias do canal musical em livro
O ex-diretor de programação da MTV, Zico Goes, lançou livro ‘Bota Essa P#@% pra Funcionar!’ pela Panda Books em que revela os bastidores daemissora e de uma era que acabou.
Atualizado em 24/02/2014 às 19:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
MTV, Zico Goes, lançou livro ‘Bota Essa P#@% pra Funcionar!’ pela Panda Books em que revela os bastidores da emissora e de uma era que acabou. O título foi inspirado no ‘piti de Caetano Veloso’ no VMB de 2004, que foi ocasionado após uma microfonia, que levou o canal a chamar dois comerciais fora do script.
Crédito:Divulgação Obra de Zico Goes conta os bastidores da MTV
"Ele ficou irritadíssimo. Deu um chilique, xingou todo mundo. Batendo palmas, ele se virou para uma das câmeras e disse, a altos brados: ‘Pessoal da Emetevê, vergonha na cara! Vamos começar de novo! Bota essa p... pra funcionar!", conta Goes em entrevista ao Estadão .
Em 168 páginas, o leitor poderá acompanhar a rotina do canal que abrigou pessoas com tantas peculiaridades, como João Gordo, Thunderbird, Fernanda Lima, Daniella Cicarelli, Penélope Nova, além do relato de que havia manipulação de votações no canal. "A MTV interferia na contagem dos votos do Disk MTV. As pessoas de fato ligavam para pedir o clipe, mas nós tentávamos ajustar a parada para que ela tivesse certa regularidade. Até tentamos ser 100% democráticos, mas não deu certo: o programa ficou irregular e a audiência caiu".
Sempre lançando novos artistas, o canal inovava a cada programa produzido, "havia uma regra oculta: quando o programa realmente amadurece, e você já o faz com os pés nas costas, é porque está na hora de mudar".
Sobre a audiência, Goes diz que ela era superestimada e que no final era careta. “O mesmo cara que gosta do João Gordo gosta do Luciano Huck...”. "Quando você faz as pesquisas, começa a se decepcionar: caramba, então a minha audiência não é tão moderninha quanto eu acho que sou e quanto eu achava que ela era!", completa.
Com histórias, curiosidades e bastidores, o livro integra todos os pontos que faziam a MTV ser diferente. "No fundo, o que eu queria dizer é: a MTV foi única, foi uma comunidade, foi um encontro de pessoas e nunca mais vai acontecer".
"É um livro muito pessoal, de memória seletiva, inclusive esqueci de falar de algumas coisas: não falei de "20 e Poucos Anos", uma das coisas mais importantes que a MTV já fez. Acho que as críticas virão muito mais pelo que deixei de falar do que pelo que contei.", conclui.
Crédito:Divulgação Obra de Zico Goes conta os bastidores da MTV
"Ele ficou irritadíssimo. Deu um chilique, xingou todo mundo. Batendo palmas, ele se virou para uma das câmeras e disse, a altos brados: ‘Pessoal da Emetevê, vergonha na cara! Vamos começar de novo! Bota essa p... pra funcionar!", conta Goes em entrevista ao Estadão .
Em 168 páginas, o leitor poderá acompanhar a rotina do canal que abrigou pessoas com tantas peculiaridades, como João Gordo, Thunderbird, Fernanda Lima, Daniella Cicarelli, Penélope Nova, além do relato de que havia manipulação de votações no canal. "A MTV interferia na contagem dos votos do Disk MTV. As pessoas de fato ligavam para pedir o clipe, mas nós tentávamos ajustar a parada para que ela tivesse certa regularidade. Até tentamos ser 100% democráticos, mas não deu certo: o programa ficou irregular e a audiência caiu".
Sempre lançando novos artistas, o canal inovava a cada programa produzido, "havia uma regra oculta: quando o programa realmente amadurece, e você já o faz com os pés nas costas, é porque está na hora de mudar".
Sobre a audiência, Goes diz que ela era superestimada e que no final era careta. “O mesmo cara que gosta do João Gordo gosta do Luciano Huck...”. "Quando você faz as pesquisas, começa a se decepcionar: caramba, então a minha audiência não é tão moderninha quanto eu acho que sou e quanto eu achava que ela era!", completa.
Com histórias, curiosidades e bastidores, o livro integra todos os pontos que faziam a MTV ser diferente. "No fundo, o que eu queria dizer é: a MTV foi única, foi uma comunidade, foi um encontro de pessoas e nunca mais vai acontecer".
"É um livro muito pessoal, de memória seletiva, inclusive esqueci de falar de algumas coisas: não falei de "20 e Poucos Anos", uma das coisas mais importantes que a MTV já fez. Acho que as críticas virão muito mais pelo que deixei de falar do que pelo que contei.", conclui.





