Ex-correspondente do "El País" no Egito afirma que é impossível criticar governo local
O ex-correspondente do jornal El País que passou quatro anos no Egito, Ricard González, afirmou que é extremamente difícil umprofissional de imprensa criticar o governo local.
Atualizado em 17/08/2015 às 17:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
País que passou quatro anos no , Ricard González, afirmou que é extremamente difícil um profissional de imprensa criticar o governo local. Segundo ele, o Estado tem controle quase absoluto sobre a mídia, o que impossibilita emitir opiniões.
Crédito:Reprodução/Twitter Correspondente temeu ser perseguido pelo governo egípcio
Em entrevista ao O Globo , González declara que, atualmente, o país tem entre 20 e 60 jornalistas presos por escreverem alguma crítica ao governo. Ele diz também que os correspondentes têm um pouco mais de liberdade, mas sofrem muito com o assédio das autoridades locais.
Para o jornalista, essa situação gera uma tensão social no país. “O governo pretende conseguir a estabilidade e o crescimento econômico, mas está errado. A verdadeira estabilidade não nasce do uso da força. A repressão a Irmandade Muçulmana também é um problema, porque pode empurrar muitos jovens para o Estado Islâmico”, afirmou.
González conta que no final de seu período como correspondente teve que deixar o país rapidamente para não ser preso. “Não sei porque escolheram a mim dentro da comunidade de correspondentes estrangeiros no Egito. Fizemos uma cobertura crítica ao regime no El País , mas não fomos os únicos”, disse.
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Crédito:Reprodução/Twitter Correspondente temeu ser perseguido pelo governo egípcio
Em entrevista ao O Globo , González declara que, atualmente, o país tem entre 20 e 60 jornalistas presos por escreverem alguma crítica ao governo. Ele diz também que os correspondentes têm um pouco mais de liberdade, mas sofrem muito com o assédio das autoridades locais.
Para o jornalista, essa situação gera uma tensão social no país. “O governo pretende conseguir a estabilidade e o crescimento econômico, mas está errado. A verdadeira estabilidade não nasce do uso da força. A repressão a Irmandade Muçulmana também é um problema, porque pode empurrar muitos jovens para o Estado Islâmico”, afirmou.
González conta que no final de seu período como correspondente teve que deixar o país rapidamente para não ser preso. “Não sei porque escolheram a mim dentro da comunidade de correspondentes estrangeiros no Egito. Fizemos uma cobertura crítica ao regime no El País , mas não fomos os únicos”, disse.
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