Ex-correspondente da "Economist" diz que o Brasil "é um foguete amarrado ao chão"
Helen Joyce foi correspondente da revista "The Economist" por três anos, e disse que o país cria obstáculos para o próprio crescimento.
Atualizado em 19/05/2014 às 19:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em entrevista publicada no último domingo (18/5), Helen Joyce, ex-correspondente da revista britânica The Economist no Brasil, apresentou sua perspectiva sobre os problemas do país. "É uma frustração ver o Brasil com tanto potencial complicar tudo", disse a jornalista.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista diz que Brasil prejudica próprio crescimento
Na matéria do Congresso em Foco, Helen conta que ver a desigualdade social nas ruas foi o que mais a chocou quando desembarcou no Brasil em julho de 2010. Após três anos e meio, a irlandesa diz que se acostumou, mas sem perder a indignação com a "passividade" do brasileiro.
"Vocês não querem dizer não. Não querem o confronto, o conflito. Mas quando uma coisa está ruim, você tem de dizer que está ruim. O país seria melhor se os brasileiros começassem a reclamar em voz alta de tudo", disse a jornalista.
Helen relembra duas capas do The Economist sobre o Brasil, em dois momentos diferentes, que exemplificam sua visão. Em 2009, a publicação estampava a imagem de um Cristo Redentor decolando como um foguete. Em 2013, o mesmo foguete aparece em queda livre. Para a jornalista, a imagem ideal seria a de um veículo espacial tentando decolar, mas preso ao chão por diversas amarras.
"Mostramos que estava decolando, não que estava chegando. [...] Há muitas jabuticabas no Brasil, coisas que só o Brasil faz. Se pararem de fazer essas coisas, vocês decolam. É uma frustração ver o Brasil com tanto potencial complicar tudo", lamentou a jornalista.
Para Helen, o Brasil é "o melhor lugar do mundo para qualquer correspondente internacional trabalhar". Mas o que de fato a incomodou foi o pouco conhecimento que o povo tem de sua própria realidade.
"Os brasileiros não têm preconceito com estrangeiros, mas com outros brasileiros, que eles chamam de preguiçosos. Você ouve muito essa palavra em São Paulo, por exemplo, em relação às pessoas de regiões mais pobres que eles nunca visitaram. Eles não têm conhecimento do que estão falando", conclui a jornalista.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista diz que Brasil prejudica próprio crescimento
Na matéria do Congresso em Foco, Helen conta que ver a desigualdade social nas ruas foi o que mais a chocou quando desembarcou no Brasil em julho de 2010. Após três anos e meio, a irlandesa diz que se acostumou, mas sem perder a indignação com a "passividade" do brasileiro.
"Vocês não querem dizer não. Não querem o confronto, o conflito. Mas quando uma coisa está ruim, você tem de dizer que está ruim. O país seria melhor se os brasileiros começassem a reclamar em voz alta de tudo", disse a jornalista.
Helen relembra duas capas do The Economist sobre o Brasil, em dois momentos diferentes, que exemplificam sua visão. Em 2009, a publicação estampava a imagem de um Cristo Redentor decolando como um foguete. Em 2013, o mesmo foguete aparece em queda livre. Para a jornalista, a imagem ideal seria a de um veículo espacial tentando decolar, mas preso ao chão por diversas amarras.
"Mostramos que estava decolando, não que estava chegando. [...] Há muitas jabuticabas no Brasil, coisas que só o Brasil faz. Se pararem de fazer essas coisas, vocês decolam. É uma frustração ver o Brasil com tanto potencial complicar tudo", lamentou a jornalista.
Para Helen, o Brasil é "o melhor lugar do mundo para qualquer correspondente internacional trabalhar". Mas o que de fato a incomodou foi o pouco conhecimento que o povo tem de sua própria realidade.
"Os brasileiros não têm preconceito com estrangeiros, mas com outros brasileiros, que eles chamam de preguiçosos. Você ouve muito essa palavra em São Paulo, por exemplo, em relação às pessoas de regiões mais pobres que eles nunca visitaram. Eles não têm conhecimento do que estão falando", conclui a jornalista.





