Ex-chefe de inteligência do Paquistão diz que denúncias do WikiLeaks são "absurdas"
Ex-chefe de inteligência do Paquistão diz que denúncias do WikiLeaks são "absurdas"
O ex-chefe da inteligência paquistanesa Hamid Gul negou a veracidade dos documentos militares americanos postados na Internet pelo site WikiLeaks. Nesta segunda-feira (26), Gul, que é citado oito vezes nos relatórios, afirmou que as informações são "maliciosas, fictícias e absurdas".
"Isso é completo non-sense. Malicioso, fictício e absurdo e se essas são as condições da inteligência americana, temo que não há de se espantar por que estão perdendo no Afeganistão e vão perder em qualquer lugar onde meterem o nariz", afirmou Gul, por telefone, ao jornal The Christian Science Monitor , segundo informa O Globo Online.
Ex-espião à frente do Interserviço de Inteligência (ISI) do Paquistão entre 1987 e 1989, Hamid é acusado de ordenar ataques insurgentes contra forças internacionais e afegãs em dezembro de 2006. Além disso, Hamid estaria por trás de planos de sequestro de funcionários das Nações Unidas. Os reféns seriam utilizados para barganha por militantes em eventuais trocas de presos.
De acordo com dos documentos divulgados pelo WikiLeaks, serviços de inteligência paquistaneses são mencionados em pelo menos 190 relatórios. O ISI é ainda acusado de doar mil motocicletas ao líder insurgente Jalaluddin Haqqani para que ele as utilizasse contra as tropas aliadas no Afeganistão.
Apesar de não ter nenhum cargo oficial, Gul é reconhecido como importante conselheiro, militar e considerado o principal arquiteto da política externa paquistanesa no Afeganistão.
"É uma vergonha horrorosa para os EUA se um general reformado, de 74 anos, sentado nessa pequena casa e que não tem nada a ver com a ISI, puder ser responsável por isso - disse Gul. - Se eu posso ser responsável pela derrota americana no Afeganistão, então os livros de história vão me dar o crédito por isso. Meus descendentes vão comemorar", disse Hamid.
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