Ex-analista dos EUA é condenado por vazar informação a jornalista da Fox News
Na última quarta-feira (2/4), um tribunal dos EUA condenou a 13 meses de prisão um ex-analista do Departamento de Estado que vazou informações sobre a Coreia do Norte para um repórter da Fox News.
Atualizado em 03/04/2014 às 15:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Jornalista (foto) foi investigado por receber informações de ex-analista
A juíza federal no Distrito de Columbia, Colleen Kollar-Kotelly, definiu a sentença depois de o ex-analista de inteligência, Stephen Jin-Woo Kim, se declarar culpado de violar a Lei de Espionagem por vazamento de informações sobre a Coreia do Norte a James Rosen, correspondente da Fox News em Washington.
O caso tem sido particularmente controverso pelas táticas usadas pela Agencia Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) para lidar com o vazamento de informações, que incluía espionagem na conta de e-mail do jornalista.
Em uma tentativa de justificar a alegada espionagem ao repórter, o FBI qualificou o profissional como possível "colaborador ou cúmplice" de um crime, o que levantou críticas do Departamento de Justiça por interferir no trabalho dos jornalistas e na liberdade de imprensa.
Rosen foi investigado em 2010 após noticiar que a Coreia do Norte estava preparando um teste nuclear em resposta às novas sanções da ONU. O artigo revelou que a CIA havia chegado a essa conclusão por fontes coreanas. Alguns dos detalhes divulgados estavam em um relatório ultra-secreto distribuído pouco antes da publicação de um pequeno grupo de peritos governamentais, incluindo Kim.
O advogado do ex-analista disse que as motivações de seu cliente foram simplesmente atrair mais a atenção do público para os perigos do programa nuclear norte-coreano. A defesa argumentou que os vazamentos de Kim ao jornalista está em um nível bem menor e mais limitado do que os realizados pelo ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden ou do analista de inteligência militar Bradley Manning.
À época da descoberta, os EUA estiveram envolvidos em um escândalo após admitirem que o governo se apropriou de registros telefônicos de jornalistas da agência de notícias Associated Press. A Casa Branca ordenou que o Departamento de Justiça reveja suas práticas para reduzir os casos de espionagem à imprensa.





