Evo Morales ignora críticas e sanciona lei que pode criminalizar jornalistas
Evo Morales ignora críticas e sanciona lei que pode criminalizar jornalistas
Atualizado em 08/10/2010 às 14:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Mesmo diante dos protestos da imprensa e de diversos setores da sociedade civil boliviano, o presidente Evo Morales sancionou, nesta sexta-feira (08), a Lei Antirracismo, que proíbe a divulgação de informações consideradas racistas ou discriminatórias.
"Aprovamos a lei contra o racismo e a discriminação, que busca a igualdade entre os bolivianos e bolivianas", declarou o presidente depois de assinar a nova norma, informa a agência de notícias AFP.
Rebatendo as manifestações que acusam a lei de cercear a liberdade de expressão e criminalizar a imprensa, Morales declarou que a determinação tem como objetivo "descolonizar a Bolívia e evitar a discriminação dos povos indígenas".
Dentre as muitas ressalvas da imprensa em relação a nova lei, o artigo 16 gera mais protestos, já que prevê a suspensão da concessão de meios de comunicação que forem enquadrados.
O artigo 23 também é duramente criticado pelos profissionais de imprensa, uma vez que derruba imunidade dos jornalistas, que poderão ser julgados por racismo.
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| Divulgação | |
| Evo Morales |
Rebatendo as manifestações que acusam a lei de cercear a liberdade de expressão e criminalizar a imprensa, Morales declarou que a determinação tem como objetivo "descolonizar a Bolívia e evitar a discriminação dos povos indígenas".
Dentre as muitas ressalvas da imprensa em relação a nova lei, o artigo 16 gera mais protestos, já que prevê a suspensão da concessão de meios de comunicação que forem enquadrados.
O artigo 23 também é duramente criticado pelos profissionais de imprensa, uma vez que derruba imunidade dos jornalistas, que poderão ser julgados por racismo.






