Evo Morales chama jornalista da CNN de "criminoso confesso"

O presidente boliviano Evo Morales chamou o jornalista Fernando del Rincón, da rede americana CNN, de "criminoso confesso" e insis

Atualizado em 04/07/2016 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente boliviano chamou o jornalista Fernando del Rincón, da rede americana CNN, de "criminoso confesso" e insistiu que ele cometeu um crime ao entrevistar uma criança apontada como seu suposto filho com a ex-mulher Gabriela Zapata.
Crédito:Reprodução Presidenta acusa jornalista de manter notícia mentirosa pra prejudicá-lo
"O jornalista @soyfdelrincon sabia que não havia uma criança. Por que não denunciou na época? Como não denunciou é um criminoso confesso", escreveu em seu . Em outra mensagem, o presidente disse que pelo fato do repórter não informar sobre a representação "cometeu crime relacionado ao tráfico de pessoas e violou a lei da infância, o que resulta em uma pena que varia de 5 a 10 anos de prisão na Bolívia".
Segundo o El Universal , Morales acusa o jornalista e a CNN de "conspiração" contra seu governo e de praticar um "golpe midiático-político" ao não informar a farsa em relação ao suposto filho, o que afeta sua imagem desde fevereiro.
Del Rincón rejeitou as acusações do presidente e argumentou que suas investigações sobre o caso não resultaram em elementos suficientes para descartar ou confirmar a existência de uma criança. "Em um ato de responsabilidade, ética e profissional, totalmente contrário a uma conspiração, a decisão foi de não transmitir a matéria", disse, em comunicado.
Embora não tenha sido exibida, Evo Morales acusou os responsáveis pela entrevista de praticar apologia pública de um delito, associação criminosa, acobertamento e cumplicidade por não desmentir claramente a existência de um suposto filho.
A notícia sobre o suposto filho do presidente gerou polêmica no país em fevereiro. Morales reconheceu que a criança nasceu em 2007, quando ele já ocupava o cargo, mas que teria morrido logo depois.
O Ministério Público e o vice-­presidente, Álvaro García, asseguraram que a criança nunca existiu. No início deste mês, Gabriela confirmou que o filho morreu e culpou um dos advogados por insistir na afirmação de que o menino estava vivo.