Eva Todor festeja 73 anos de carreira com lançamento de livro
Eva Todor festeja 73 anos de carreira com lançamento de livro
A atriz Eva Todor festeja 73 anos de carreira com o lançamento do livro "O teatro da minha vida", um depoimento a Maria Angela de Jesus. A obra, com 196 páginas, é da "Coleção Aplauso", da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Eva marcou época no teatro brasileiro por sua habilidade natural para a comédia, por seu carisma e pelo fato de ter mantido durante décadas uma companhia teatral, que fez enorme sucesso em palcos brasileiros e estrangeiros.
No livro, que traz farto material iconográfico sobre os 73 anos de sua carreira, a atriz fala de sua vida e principalmente da trajetória artística, e diverte o leitor com anedotas engraçadas, como sua estréia nos palcos - com quatro anos, ainda em Budapeste, onde nasceu -, quando fez xixi no palco pouco antes de entrar em cena em um espetáculo de balé clássico. O público desatou a rir e no fim aplaudiu entusiasticamente a menina.
Eva chegou ao Brasil com 8 anos, onde continuou dançando, até estrear no teatro em 1934, com 13 anos, em uma revista carnavalesca dirigida por Luiz Iglézias, com quem se casou pouco depois. Em 1940, o casal fundou a companhia "Eva e seus artistas", que encenou comédias ligeiras de enorme sucesso. O então presidente Getúlio Vargas era um freqüentador habitual das montagens.
Em 1948, a companhia fez longa temporada em Portugal, lotando teatros durante nove meses. Voltou a Portugal em 1950, quando se apresentou por onze meses, e em 1960, para uma turnê que durou dois anos e meio e continuou com uma excursão por 50 cidades africanas. Luiz Iglézias morreu em 1963, logo após a volta da companhia ao Brasil.
Eva casou-se novamente em 1965, com Paulo Nolding, um empresário com pretensões a ator. Depois do casamento, Nolding abandonou os palcos e passou a ser o produtor da companhia. Seguindo os conselhos do segundo marido, Eva Todor parou de fazer personagens jovens e passou a interpretar papéis de damas-galãs, como na peça "Olho na Amélia", de Georges Feydeau, que lhe valeu o prêmio Molière de melhor atriz em 1969.
Sua última peça foi "Como se tornar uma super mãe em dez lições", de Paulo Fucs, encenada em 1989. A partir daí, Eva intensificou seu trabalho na televisão, em novelas e minisséries. Na televisão, destacou-se em novelas como "Locomotivas" (1977), "Sétimo sentido" (1982), "Top model" (1989), "Olho no olho" (1993) e "O cravo e a rosa" (2000), entre outras.
A sessão de autógrafos está marcada para a próxima terça-feira, (8), na Livraria Cultura/Loja de Artes, do Conjunto Nacional, em São Paulo. O livro custa R$ 30,00.






