EUA sabiam localização de jornalista americano decapitado pelo EI na Síria

Governo recebeu informações em maio deste ano

Atualizado em 05/11/2014 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O governo dos Estados Unidos sabia desde maio deste ano onde o jornalista americano James Foley, decapitado pelo Estado Islâmico (EI), e outros reféns do grupo radical estavam, informou o canal FoxNews.
Crédito:Reprodução Governo americano atrasou aprovação de resgate do jornalista
Segundo a emissora, a missão para libertá-lo falhou após um atraso de cinco semanas na aprovação, que apenas foi concedida em julho. A demora ocorreu porque o governo queria que a inteligência do país colhesse mais informações sobre o caso.
Uma fonte, que preferiu não ser identificada, disse que os membros do EI se sentiam seguros em seu refúgio em Raqqa, na Síria, e que os reféns foram mantidos em uma mesma estrutura por três semanas.
Os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff foram decapitados nos dias 19 de agosto e 2 de setembro, respectivamente. Em outubro, o repórter cinematográfico Raad Mohamed al-Azzawi, da TV Sama Salah Aldeen, e Mohanad al-Akidi, correspondente da agência de notícias Sada também foram mortos.
Nos últimos meses, o grupo vem divulgando uma série de vídeos "propaganda" com o repórter britânico John Cantlie, mantido refém desde 2012. Na última gravação, Cantlie diz estar no enclave curdo sírio de Kobane.