EUA revê embargo à imprensa que proíbe divulgar imagens de soldados mortos

EUA revê embargo à imprensa que proíbe divulgar imagens de soldados mortos

Atualizado em 11/02/2009 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última terça-feira (10), o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que o governo de Barack Obama vai rever o embargo imposto pelo ex-presidente George W. Bush que proibia a divulgação de imagens dos caixões de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão pelos veículos de comunicação.

Segundo o jornal Washington Post , o atual governo decidiu analisar quais seriam as consequências do fim do embargo. Bush defendia que a divulgação das imagens invadiria a provacidade e aumentaria os custos das famílias das vítimas, pois atrairiam mais pessoas aos velórios, além de atrasar o regresso dos corpos dos soldados.

Para alguns, o embargo serviria para esconder os custos humanos das guerras dos Estados Unidos. Segundo John Ellsworth, presidente da Millitary Families United (associação de famílias de soldados mortos), a decisão de permitir imagens dos caixões cabe aos familiares.

"Não temos necessariamente de pensar que as imagens podem ser banidas. Acredito que podemos dar mais liberdade às famílias para escolher. Algumas pessoas querem celebrar as vidas dos que morreram e partilhar o momento com o povo americano, enquanto outras querem mantê-lo privado. Temos de respeitar a vontade da família", declarou.

O professor Ralph Begleiter, da Universidade de Delaware, acredita que os cidadãos norte-americanos devem ver os caixões para perceberem o custo da guerra. "Estes homens morreram por todos nós, pela Nação e por uma causa. Acho que os americanos devem prestar homenagem àqueles que fizeram este sacrifício. Não é um direito que assiste só às famílias", disse.

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